Idade das Trevas
Bem vindo ao Idade das Trevas!
Um fórum que utiliza um sistema independente de RPG de Mesa. Faça a sua ficha e venha desbravar este mundo.

Idade das Trevas


 
InícioPortalFAQBuscarRegistrar-seLogin

Compartilhe | 
 

 Elfo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
pedrogaiao
Arauto do Conhecimento


Número de Mensagens : 7039
Idade : 21
Localização : No Além-Mar
Emprego/lazer : Autocrata - Vegetar
Humor : Falta De,
Pontos : 9987
Reputação : 23
Data de inscrição : 05/01/2009

Ficha do Personagem
HP:
1250/1400  (1250/1400)
MP:
525/600  (525/600)
VT:
3360/3500  (3360/3500)

MensagemAssunto: Elfo    18/9/2010, 22:10


Um milênio após o despertar dos altos elfos, foi a vez de seus primos mais jovens. Ninguém sabe exatamente o por quê de um segundo despertar, mas os seus clérigos defendem que o motivo repousa na perda do ideal original dos seus ancestrais, que após terem edificado sua grandiosa civilização, nunca viriam a sair de suas reclusas cidades no coração de Erëndell, preferindo viver sob contemplação de seus feitos civilizatórios. Os deuses, portanto, teriam orquestrado um segundo despertar para demonstrar o desgosto com a natureza medíocre e egocêntrica dos primeiros elfos. Ainda que tal evento não tenha dissuadido os altos elfos de sua perspectiva tradicional, de uma forma ou de outra, eles tomaram uma participação expressiva nos primeiros séculos destes novos elfos, ensinando-lhes parte significativa de seu progresso social. No entanto, conforme os primos mais novos cresciam em número e conhecimento, manifestavam-se divergências que iam muito além da mera aparência. Aqueles jovens elfos passaram a entender que deveriam começar a construir sua própria civilização, ao invés de coletar os frutos herdados das conquistas de seus ancestrais. Não só isso, mas divergências de natureza filosófica surgiram, pois eles entendiam que o propósito de contemplação excedia em muito à vida nas cidades douradas, sendo importante a visitação de outras belezas do mundo até então desconhecido. Durante essa "puberdade", eles abandonaram Erëndell e vieram a se espalhar por boa parte do mundo ocidental, multiplicando-se e formando suas próprias sociedades nas terras exploradas; conforme se dava a migração, povos diferentes se formavam, com certas civilizações destoando um pouco mais das outras, como os elfos nevados e os da floresta. Ainda assim, a grande maioria das civilizações formadas nesta época conservara um senso de identidade que mais tarde veio a compor o que os homens viriam a chamar de "elfo típico". Isto se deu devido ao fato de que a maioria das terras élficas conquistadas pelos homens pertencia, à princípio, a essas sociedades em si, dos quais também eram infinitamente mais numerosos que outros elfos de identidade distinta, menos receptivos ao contato com a nova raça de conquistadores.

Os elfos constroem suas cidades e vilarejos em lugares onde se manifesta a beleza natural, como bosques, cachoeiras, montanhas e outros ambientes naturais. Uma vez que um assentamento é estabelecido, a maioria de seus fundadores permanece no local por incontáveis gerações, o que de certa forma explica o ritmo lento da progressão de assentamentos, quando há. Talvez isso seja explicado pela sua vida anormalmente longa ou por alguma outra razão mais mística, mas os elfos tendem a desenvolver uma curiosa ligação com os arredores destes assentamentos, buscando conhecer e se adaptar à todas as características do mesmo, o que se reflete inclusive na coloração de suas roupas. Com exceção das cidades grandes, esses assentamentos não conhecem muralhas, tanto pela falta de necessidade quanto pela ideia de que isso acabaria com parte da harmonia natural do ambiente. São raros os castelos e outras edificações defensivas em seus potentados, cuja maioria é herança da antiga ocupação humana, quando não é fruto do conflito habitual com outras raças. Tais edificações, ainda que esteticamente mais agradáveis, são precárias da perspectiva defensiva, mas costumam fazer seu trabalho no que diz respeito à repelir a maioria dos ataques de orcs e incursões desorganizadas dos humanos. Seus vilarejos tem sempre um espírito aberto, com largas ruas acompanhadas de vizinhanças; embora o latifúndio seja bastante incomum, alguns aristocratas têm faixas de terras que, ao menos em matéria de proporção, raramente excedem algo que um barão humano possuiria. Sendo assim, tanto a concentração de terras como de renda costuma ser bastante inferior à realidade de qualquer sociedade dos homens.

Elfos valorizam a privacidade e a tradição, sem nunca largar o espírito festivo e costumeiramente altruísta nas comunidades. E ainda que eles sejam prolixos e lentos em fazer amigos, seja em nível pessoal ou nacional, assim que um estrangeiro é aceito como amigo sua consideração por ele e seus agregados se estende por gerações. Comunidades élficas optam por manter relações amigáveis, porém pouco próximas, de outras raças. Mas essa questão é mais causada por experiência transmitida do que por xenofobia: elfos que vivem entre humanos frequentemente desenvolvem uma percepção distorcida da morte e da moralidade, tornando-se melancólicos após numerosas perdas de amigos que envelheceram, morreram ou foram assassinados diante de seus olhos; um elfo que perde uma pessoa muito especial na sua vida pode entrar em depressão por anos, e a vivência sucessiva de tantas perdas talvez causem depressões tão profundas que podem fazê-lo morrer de desgosto.

Elfos são naturalmente talentosos no artesanato, destacando-se na produção tecidos, vidros, vasos, jóias, cerâmicas e esculturas de madeira e cobre; metalurgia, arquitetura e trabalho com ouro e prata também costumam ser tidos em alta estima, com seus trabalhos muitas vezes rivalizando com os dos anões. No que tange a metalurgia militar, porém, os elfos nunca conseguiram equiparar-se completamente aos anões, embora, ao menos com relação aos encantamentos, superem as runas daqueles. Dentre os seus tecidos, a seda élfica detém a maior apreciação, sendo presente no vestuário mesmo das classes mais comuns de seu povo, que podem ostentar ao menos uma peça. Grandes associações mercantes em sociedades humanas sempre tentam aliciar artesãos elfos para estabelecerem rotas de comércio, já que é virtualmente impossível alocar um técnico elfo em suas terras. No entanto, devido às políticas élficas de resistência às malhas comerciais com outras raças, são poucas as associações que tem a oportunidade de desfrutar de uma ínfima parte do lucrativo mercado de produtos élficos.

Em matéria de espírito militar, os elfos geralmente tem uma postura pacifista, seja pessoalmente ou seja socialmente. As vezes, eles podem até mesmo renunciar à pretensões sobre terras ou direitos se o custo de tal reclamação demandar muitas vidas ou afete consideravelmente a paz com seus vizinhos. No entanto, eles não entregarão suas terras, casas e vidas pela mera perspectiva de uma paz incerta, e sempre que pegam em armas procuram destruir o foco de seu descontentamento ao invés de amenizá-lo, ainda que isso nem sempre seja possível. Assim, orcs, monstros e alguns gananciosos senhores humanos encontrarão sua oposição personificada na forma de ágeis guerreiros. De fato, a fluidez de um elfo é motivo de consternação e admiração de todos os seus adversários, o que os torna excelentes escaramuçadores, batedores ou combatentes leves, valendo-se da maior gama de armas de sua raça, em virtude de seu contato extenso com outras raças e a necessidade de adaptar-se para enfrentá-los. Assim, mesmo que maças e machados sejam armas pouco populares devido à sua brutalidade, elas ainda são uma necessidade para seus guerreiros, que geralmente costumam preferir sabres, arcos e também lanças, em certa extensão. Para manter esse princípio da fluidez, a maioria dos elfos opta por armaduras mais leves e placas parciais, isso quando usam.

Descrever a aparência de um elfo é como tentar descrever a beleza subjetiva, quase mágica, de uma criança que acaba de chegar ao mundo com um sorriso. De fato, elfos tem uma beleza inata reconhecida por praticamente todas as outra raças, ainda que os anões sejam teimosos demais para admitir isso. Tal beleza não se esvanece no tempo, ainda que elfos tenham uma vida anormalmente longa; cerca de 800 anos de idade, tornando-se maduros aos 25 e, apesar da sua superioridade intelectual, emocionalmente maduros aos 125. Somando isso com uma sensibilidade emocional mais forte que a humana, o período entre o amadurecimento físico e o amadurecimento emocional de um elfo costuma ser chamado de tempo da imprudência, curiosamente a faixa etária da maioria dos elfos aventureiros ou ativamente ocupados em algum tipo de militância. Quando maduros, eles se tornam mais lentos ao reagir à estímulos emotivos e raramente perdem a razão por motivos banais, no entanto, quando perdem, tais sentimentos são transparecidos de forma tão intensa que chega a causar calafrios. Eles costumam ser maiores e mais esbeltos que os humanos, medindo de 1,70 à 1,90 metros de altura e pesando entre 40 e 65 kg. Sua pele costuma ser branca, às vezes mais pálida que certos tipos de humanos. Seus traços mais marcantes são as orelhas pontudas e cabelos lisos e macios; a recorrência de olhos esverdeados, azuis ou castanhos-claros chega a ser mais recorrente que em humanos, embora nem sempre sejam via de regra.


Ambientações: Reinos Élficos Unidos, Metrópoles do Reino Humano de Dominic

Habilidades: Ver, Enxergar na Penumbra, Imunidade à Magias de Sono, Aptidão Mágica/Precisão Élfica (2Xp/d)

Perícias Favoráveis (Escolha 1): Arcos, Lanças, Espadas

Testes: +1 PSP, -1 F, -1 R, +1D, +1 INT, +1 HAB

Capacidade de Carga: 125

Classes Favoritas: Alquimista, Artífice, Druida, Escriba, Mago, Arqueiro

Desvantagens: Inimizade (Anões e Orcs)

_________________
"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

Spoiler:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://shadowsofwar.site88.net/
 
Elfo
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Épico - Clássico - O Disco dos Três - D&D 3.5 -Nivel 20 - 6 vagas
» Intriga nos Vales - Forgotten Realms
» 1ª Aula de Poções
» Ragnarok
» MvP [Comum] - Peter Collins

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Idade das Trevas :: Principal :: Raças-
Ir para: