Idade das Trevas
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Idade das Trevas

Veritas et fortitudo, memento mori
 
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 Elfo

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pedrogaiao
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MensagemAssunto: Elfo    18/9/2010, 22:10


Um milênio após o despertar dos altos elfos, foi a vez de seus primos mais jovens. Não se sabe ao certo o por quê de haver um segundo despertar, embora sempre hajam aqueles que se propõem a explicar. Os sacerdotes desta raça, por exemplo, defendem que o motivo repousa na perda do ideal original por parte dos elfos primogênitos, pois uma vez tendo edificado sua excelsa civilização, eles nunca viriam a sair de suas reclusas cidades no coração de Erëndell, preferindo viver suas vidas sob regime contemplativo de seus feitos civilizatórios; os deuses, portanto, teriam orquestrado um segundo despertar para demonstrar o desgosto com a natureza medíocre e egocêntrica dos primeiros elfos. De todo modo, ainda o advento de um segundo despertar não houvesse dissuadido os altos elfos de sua perspectiva tradicional, de uma forma ou de outra, eles acabaram tomando uma participação expressiva nos primeiros séculos destes novos elfos, ensinando-lhes uma parte bastante expressiva de seu progresso social. No entanto, conforme os "primos" mais novos cresciam em número, graça e conhecimento, manifestavam-se divergências que iam muito além da mera aparência. Aqueles jovens elfos passaram a entender que deveriam começar a construir sua própria civilização, ao invés de coletar os frutos herdados das conquistas de seus ancestrais. Não só isso, mas divergências de natureza filosófica lhes fizeram crer que o propósito de contemplação excedia em muito à vida de clausura nas cidades douradas, sendo importante a visitação de outras belezas do mundo até então desconhecido. Durante essa "puberdade", eles abandonaram Erëndell e vieram a se espalhar por boa parte do mundo ocidental, multiplicando-se e formando suas próprias sociedades nas terras exploradas; conforme se dava a migração, povos diferentes se formavam, com certas civilizações destoando um pouco mais das outras, como os elfos nevados e os da floresta. Ainda assim, a grande maioria das civilizações formadas nesta época conservara um senso de identidade que mais tarde veio a compor o que os homens viriam a chamar de "elfo típico". Isto se deu devido ao fato de que a maioria das terras élficas conquistadas pelos homens pertencia, à princípio, a essas sociedades mais homogêneas, as quais eram também infinitamente mais numerosas que outros elfos de identidade distinta, menos receptivos ao contato com a nova raça de conquistadores.

Os elfos constroem suas cidades e vilarejos em lugares onde se manifesta a beleza natural, como bosques, cachoeiras, montanhas e outros ambientes de beldade erma. Uma vez que um assentamento é estabelecido, a maioria de seus fundadores permanece no local por incontáveis gerações, o que de certa forma explica o ritmo lento da progressão de assentamentos, quando há. Talvez esse costume seja explicado pela sua vida anormalmente longa ou por alguma outra razão mais mística, mas os elfos tendem a desenvolver uma curiosa ligação com os arredores das comunidades assentadas, buscando conhecer e se adaptar à todas as características do mesmo, o que se reflete inclusive na coloração de suas roupas. Com exceção das cidades grandes, esses assentamentos não conhecem muralhas e outras estruturas militares imponentes, tanto pela falta de necessidade quanto pela ideia de que isso acabaria com a harmonia natural do ambiente. São raros os castelos e outras edificações defensivas em seus potentados, cuja maioria é herança da antiga ocupação humana, quando não é fruto do conflito habitual com outras raças. Tais edificações, ainda que esteticamente mais agradáveis, são precárias da perspectiva defensiva, mas costumam fazer seu trabalho no que diz respeito à repelir a maioria dos ataques de orcs e incursões desorganizadas dos humanos. Seus vilarejos têm sempre um espírito aberto, com largas ruas acompanhadas de vizinhanças familiares; embora o latifúndio seja bastante incomum, alguns aristocratas têm faixas de terras que, ao menos em matéria de proporção, raramente excedem algo que um barão humano possuiria. Sendo assim, tanto a concentração de terras como de renda costuma ser bastante inferior à realidade de qualquer sociedade dos homens, graças ao viés distributivista da sociedade élfica.

Elfos valorizam a privacidade e a tradição, sem nunca largar o espírito festivo e costumeiramente altruísta nas comunidades. E ainda que eles sejam prolixos e lentos em fazer amigos, seja em nível pessoal ou nacional, assim que um estrangeiro é aceito como amigo sua consideração por ele e seus agregados se estende por gerações. Comunidades élficas optam por manter relações amigáveis, porém pouco próximas, de outras raças. Tal hábito é mais causado por experiência transmitida do que por xenofobia: elfos que vivem entre humanos frequentemente desenvolvem uma percepção distorcida da morte e da moralidade, tornando-se melancólicos após numerosas perdas de amigos que envelheceram, morreram ou foram destratados diante de seus olhos; um elfo que perde uma pessoa muito especial na sua vida pode entrar em depressão por anos, e a vivência sucessiva de tantas perdas talvez causem depressões tão profundas que podem fazê-lo morrer de desgosto.

Elfos são naturalmente talentosos no artesanato, destacando-se na produção tecidos, vidros, vasos, jóias, cerâmicas e esculturas de madeira e cobre; metalurgia, arquitetura e trabalho com ouro e prata também costumam ser tidos em alta estima, por vezes até rivalizando com os trabalhos dos anões. No que tange a metalurgia militar, porém, os elfos nunca conseguiram equiparar-se devidamente aos anões, embora possam se orgulhar de uma sofisticada cutelaria. Ainda assim, o grande exponencial das oficinas élficas não se deve necessariamente ao equipamento em sua forma bruta, mas aos encantamentos que são infusos nestes, excedendo as runas dos anões em poder, com alguma frequência. Dentre os seus tecidos, a seda élfica detém indiscutivelmente a maior apreciação, fazendo-se presente no vestuário típico de seu povo, dentre os quais até mesmo os comuns podem orgulhosamente ostentar ao menos uma peça. Grandes associações mercantes em sociedades humanas sempre tentam aliciar artesãos elfos para estabelecerem rotas de comércio entre eles, já que é virtualmente impossível alocar um técnico elfo de suas terra natal. No entanto, devido às políticas élficas de resistência às malhas comerciais com outras raças, são poucas as associações que tem a oportunidade de desfrutar de uma ínfima parte do lucrativo mercado de produtos élficos.

Em matéria de espírito militar, os elfos geralmente endossam uma postura pacifista, seja à nível comunitário ou estatal. Às vezes, eles podem até mesmo renunciar pretensões sobre terras ou direitos se o custo de tal reclamação demandar muitas vidas ou afete consideravelmente a paz com seus vizinhos. Ainda assim, eles não entregarão suas terras, casas e vidas pela mera perspectiva de uma paz incerta, e sempre que pegam em armas procuram obliterar o foco de seu descontentamento ao invés de amenizá-lo, ainda que isso nem sempre seja possível. Assim, orcs, criaturas monstruosas e alguns gananciosos senhores humanos encontrarão seu desafio na forma de ágeis e habilidosos guerreiros que lhes farão frente até a geração de seus netos, e dos netos de seus netos. De fato, a fluidez de um elfo é motivo de consternação e admiração de todos os seus adversários, o que os torna excelentes escaramuçadores, batedores ou combatentes leves. Devido ao contato mais frequente com outras raças e a necessidade de adaptar-se para enfrentá-los como ocasionais inimigos, os elfos se valem da maior de armas de sua raça, já que muitas vezes é necessário se adaptar, ainda que de forma um tanto modesta, para se manter eficiente e respeitado. Assim, mesmo armas consideradas demasiado brutas, como machados e maças, acabam tendo um pouco de espaço no seu arsenal, que é protagonizado por sabres, adagas, arcos e até lanças. Para preservar esse princípio da fluidez, a maioria dos elfos opta por armaduras mais leves, isso quando as usam, geralmente se valendo de poderosas armaduras de couro fervido e de placas parciais, nesta última se valendo apenas de peças que não comprometem ou debilitam a sua agilidade.

Descrever a aparência de um elfo é como tentar descrever a beleza subjetiva, quase mágica, de uma criança que acaba de chegar ao mundo com um sorriso. De fato, elfos tem uma beleza inata reconhecida por praticamente todas as outra raças, ainda que os anões sejam teimosos demais para admitir isso. Tal beleza não se esvanece no tempo, ainda que elfos tenham uma vida anormalmente longa; cerca de 800 anos de idade, tornando-se maduros aos 25 e, apesar da sua superioridade intelectual, emocionalmente maduros aos 125. Somando isso com uma sensibilidade emocional mais forte que a humana, o período entre o amadurecimento físico e o amadurecimento emocional de um elfo costuma ser chamado de tempo da imprudência, curiosamente a faixa etária da maioria dos elfos aventureiros ou ativamente ocupados em algum tipo de militância. Quando maduros, eles se tornam mais lentos ao reagir à estímulos emotivos e raramente perdem a razão por motivos banais, no entanto, quando perdem, tais sentimentos são transparecidos de forma tão intensa que chega a causar calafrios. Eles costumam ser maiores e mais esbeltos que os humanos, medindo de 1,70 à 1,90 metros de altura e pesando entre 40 e 65 kg. Sua pele costuma ser branca, às vezes mais pálida que certos tipos de humanos. Seus traços mais marcantes são as orelhas pontudas e cabelos lisos e macios; a recorrência de olhos esverdeados, azuis ou castanhos-claros chega a ser mais recorrente que em humanos, embora nem sempre sejam via de regra.


Ambientações: Reinos Élficos Unidos, Metrópoles do Reino Humano de Dominic

Habilidades: Ver, Enxergar na Penumbra, Imunidade à Magias de Sono, Aptidão Mágica/Precisão Élfica (2Xp/d)

Perícias Favoráveis (Escolha 1): Arcos, Lanças, Espadas

Testes: +1 PSP, -1 F, -1 R, +1D, +1 INT, +1 HAB

Capacidade de Carga: 125

Classes Favoritas: Alquimista, Artífice, Druida, Escriba, Mago, Arqueiro

Desvantagens: Inimizade (Anões e Orcs)

_________________
"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

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