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 Elfo-da-Floresta

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pedrogaiao
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MensagemAssunto: Elfo-da-Floresta   18/9/2010, 22:12


Durante a grande emigração élfica, certas comunidades optaram por se instalar nas densas florestas que encontravam pelo caminho, adotando um estilo de vida frugal, comunitário e inclinado para uma convivência mais harmônica com o meio ambiente, conforme pregava uma das primeiras filosofias do Segundo Milênio. Evitando maiores regalias da alta urbanização, estes elfos defloraram a virgindade das suas mais densas florestas, erguendo fascinantes assentamentos reclusos de seus outros primos, os quais acabariam por vê-los com um certo grau de tribalismo. As comunidades estabelecidas nestes conformes viriam a dar origem ao que se conhece como os Elfos-da-Floresta ou Elfos Verdes.


Uma vez que se assentam em uma floresta, reivindicam todo o território para si, fazendo dos carpetes folheados, das colunas arbóreas e das abóbadas estreladas as suas cortes silvestres. Nestes redutos naturais, eles jamais estendem suas alianças para além do seu círculo típico de simpatia, que inclui tanto os outros elfos de sua espécie quanto seres das florestas, como as dríades. De fato, é pertinente salientar-se que dentre todas as alianças extra-raciais que os elfos da floresta possuem, a cooperação com essas ninfas silvestres não deve ser completamente subestimada de forma alguma. Apesar de sua aparência inofensível e subjetivamente atraente, as dríades possuem poderes mágicos cuja real dimensão é até então desconhecida, mas testemunhadamente aplicável aos fins militares dadas às devidas condições.



Desde a grande invasão humana, qualquer simpatia ou interesse que os elfos-da-floresta poderiam manter pelos humanos foi assassinada - cauterizada da mesma forma como se trata uma ferida com um ferro em brasa. Foram eles os que mais sofreram com a guerra, seja pela morte de inúmeros de seus entes queridos ou pelas florestas reduzidas às cinzas e ao carvão durante os grandes incêndios. E mesmo após tais guerras, tensões ou escaramuças esporádicas com os humanos continuariam a mostrar-se nas suas fronteiras, nutrindo, é claro, ainda mais seu desgosto contra os homens e todas as suas manifestações culturais, institucionais ou tradicionais. Assim, eles tomam a proteção de suas florestas como um dever perpétuo, com patrulheiros guarnecendo-as como se estivessem protegendo um castelo. É de se notar que eles rejeitam a noção de "cidade", optando por se espalhar em comunidades de populações modestas, porém mais numerosas. Seus assentamentos raramente são mais populosos que 200 habitantes, compostos em esmagadora maioria por elfos-da-floresta, já que visitantes e estrangeiros são bastante incomuns. Os elfos-da-floresta habitualmente edificam seus assentamentos em gigantescas árvores espalhadas pelos seus domínios, chamadas arc-árvores ou arch-trees, de onde erguem casas e estabelecimentos em suas copas, interligando-as por meio de pontes de madeira e cordas. É claro que não é todo o assentamento se localiza inteiramente suspenso nessas árvores, mas parte considerável dele, especialmente as lojas e as moradias, lá se encontram; o resto, no entanto, se localiza ao nível do solo, onde costumam ficar depósitos, celeiros e outras formas de construção mais robustas. A integração entre esses níveis é feita por imensas escadas em espiral dispostas nos contornos dos tronco, ou as vezes esculpidas nos próprios troncos, de forma mais exótica. Como era de se esperar, elfos-da-floresta são carpinteiros esplêndidos, talento provado na construção de suas belas comunidades, de seus móveis, de suas esculturas e, é claro, de seus arcos: os mais práticos e os mais potentes dentre todos os arcos élficos, o que reflete também na sua fama militar, já que o arco é a sua arma favorita.

Tratando-se de sua vida em sociedade, nada os definiria melhor que sua mentalidade territorialista, conservadora e reclusa, o que torna qualquer forma de interação extra-comunitária uma tarefa quase impossível para não-elfos e no mínimo um aborrecimento para os elfos "comuns", dada às dificuldade de contato impostas por eles.

Cada assentamento é governado pelo seu próprio chefe, que também conta com uma assembleia comunal similarmente à outras sociedade élficas. Por falta de autoridade central que governe as comunidades em esfera maior, as sociedades destes elfos são naturalmente caracterizadas por gestões descentralizadas e autônomas; no entanto, existem alguns notórios, os chamados "príncipes", chefes mais poderosos que exercem sua soberania sobre um conjunto de assentamentos, tendo eles mesmos seus respectivos chefes juramentos ao referido príncipe; no entanto não são todos os vilarejos, ou mesmo a maioria deles, que estão sob a suserania de um príncipe, assim como não existe nenhuma confederação que dê lhes coesão ao seu povo como um todo. Por causa disso, é extremamente difícil que o Alto Rei do Domínio exerça alguma influência relevante sobre essas comunidades, seja pela descentralização, seja pela dificuldade de contato direto. Embora as mesmas estejam nominalmente juramentadas à sua suserania, elas são, de facto, autocéfalas. Mas apesar dos apesares, vilarejos e principados habitualmente possuem laços de cooperação com seus vizinhos, criando ao menos alguma espécie de aliança entre assentamentos distintos.

Em tradição militar, eles estão entre os melhores escaramuçadores de todos, graças à sua facilidade em percorrer e reconhecer terrenos densamente florestados, além de serem exímios escaladores e arqueiros. Como eles raramente fazem guerra fora de seus domínios, eles optam por escaramuças constantes afim de desgastar seus inimigos e desmoralizá-los, fazendo assaltos rápidos com arcos, azagaias e espadas. Como já mencionado, o arco é sua arma mais popular, sendo utilizado pela extensa maioria dos seus guerreiros como se fosse parte de sua própria identidade, de forma que os arqueiros de seu povo são reconhecidos como os mais habilidosos dentre toda a raça élfica e, consequentemente, dentre todas as raças. Por serem os menos apegados à metalurgia dentre toda a sua raça, suas armas e armaduras acabam sendo consideradas um tanto inferiores às criações de seus primos, embora suas armas ainda sejam ligeiramente superiores à maioria das armas dos homens, em questão de qualidade, ao menos. Por isso, muitos elfos-da-floresta optam por lutar sem armaduras ou utilizando alguma espécie de armadura leve. Elfos-da-floresta são os menos simpáticos a qualquer forma de magia se distancie muito de seus princípios naturalistas, embora piromantes e outros elementalistas sejam talvez à exceção à regra.

Em questão de aparência, os elfos-da-floresta diferem pouco de seus primos mais "comuns". Do que se nota de diferença, no entanto, é o tom de pele mais corado, por vezes ligeiramente acobreado, amarronzado ou alaranjando. No que tange o físico, eles são consideravelmente mais fortes e definidos que seus outros primos, provavelmente por causa do exercício braçal, do exercício de arquearia e da atividade de escalada mais rotineira. No entanto, se por um lado os outros elfos consomem algum tipo de carne com certa raridade, os elfos-da-floresta são totalmente vegetarianos, tendo extrema aversão ao consumo de carne e ao próprio ato de matar animais a não ser que seja para a própria defesa ou para lhes aliviar a dor. Embora existam criações de ovelhas e vacas, eles só são criados para fins não-alimentares, como extração de lã ou leite. Essa sensibilidade com os animais é inclusive um dos produtos de sua empatia natural com eles, o que os torna capazes de amansar cavalos bravos ou animais selvagens. Suas roupas, habitualmente refletindo o ambiente onde vivem, são pouco diversificadas, geralmente em tons de verde e marrom.


Ambientes Encontrados: Reinos Élficos Unidos

Habilidades: Ver, Enxergar na Penumbra, Terreno Predileto (Floresta), Empatia com Animais, Aptidão Mágica/Precisão Élfica (2Xp/d), Imunidade à Sleep

Perícias Favoráveis: Arco

Testes: +2 PSP, -1 R, +3D, -1 INT, +1 HAB

Capacidade de Carga: 125

Classe Favorita: Alquimista, Druida, Arqueiro, Ranger

Desvantagens: Inimizade (Humanos/Anões/Orcs)

_________________
"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

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