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 Listas das Vestes

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AutorMensagem
pedrogaiao
Arauto do Conhecimento


Número de Mensagens : 7039
Idade : 21
Localização : No Além-Mar
Emprego/lazer : Autocrata - Vegetar
Humor : Falta De,
Pontos : 9987
Reputação : 23
Data de inscrição : 05/01/2009

Ficha do Personagem
HP:
1250/1400  (1250/1400)
MP:
525/600  (525/600)
VT:
3360/3500  (3360/3500)

MensagemAssunto: Listas das Vestes   27/9/2010, 18:44

Vestimentas:

Couracina de Couro (+5Vg)
> Peça feita de couro endurecido que cobre o peitoral e uma parte superior das costas. Seu peso e grau de proteção é tão pequeno que não a consideramos como uma armadura de fato. Talvez seja por isso que ela é tão popular entre aventureiros, já que também não implica em nenhuma restrição, podendo ser utilizada até mesmo por ladinos sem que isso afete suas habilidades. Mesmo que não seja grande coisa, às vezes pode significar a diferença entre um arranhão e uma cicatriz feia.
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Capa e Capuz
> +2 em Ocultação em Multidões
> +3 em Ocultar Armas de Tamanho Pequeno
> +1 em Ocultar Armas de Tamanho Médio
> Não possuí nenhuma magia ou encantamento especial, é apenas um manto grande que cobre o corpo e possui um capuz. Protege contra a chuva, o sol e a atenção inconveniente. Não é o vestuário típico do populacho, mas é frequentemente vestido por monges, peregrinos e pessoas que preferem continuar no anonimato, vindo a calhar em diversas situações.
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Corselete Acolchoado (+5Vg)
> -15% Dano por Flechas de Media Margem (3-5)
> -50% Dano por Retirar Flechas
> O corselete acolchoado é uma vestimenta militar muito popular entre milicias, aventureiros e escaramuçadores em geral. Ela é uma espécie de camisa recheada com camadas de algodão, estopa, trapos e até palha, estendendo-se até a cintura ou até parte das coxas, às vezes possuindo golas que protegem o pescoço. É verdade que esses acolchoamentos são muito menos espessos que os gambais de um soldado, mas ainda são uma alternativa mais aceitável para qualquer personagem que busca uma proteção mínima sem penalizar seus movimentos e sem superaquecer em ambientes muito quentes. Ela teve alta demanda entre os soldados ibéricos menos abastados das Grandes Explorações, Navegações e Conquistas, pois além de serem uma alternatiav mais viável ao clima, também ofereciam uma proteção eficiente contra as flechas dos nativos e de parte de suas armas primitivas.
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Túnica Mágica de Noviço (+10Mg)
> Magias tem +50% dano
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Manto Arcano
> Magias tem +25% dano
> Redução de -25% de dano mágico
> Magias custam 20% menos
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Manto do Arquimago (+25Mg)(+10Ag)
> (1Xp/btl): Após seu personagem ter sido atingido por um ataque mágico, você pode contra-atacar no seu turno com uma magia ofensiva, somando o dano recebido anteriormente com o seu ataque. Este efeito só é gasto quando seu personagem acerta um alvo.
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Sobre-Tudo da Ligeireza (+10D)(+25Ag)
> Regeneração de +15VT p/trn
> +3 em Ocultação em Multidões
> +4 em Ocultar armas pequenas
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Sobre-Tudo da Meia Noite (+40D)(+60Ag)
> +3 em Ocultar armas pequenas
> Sob penumbra: +1 em todos os Testes
> Sob penumbra: Caso o seu personagem tiver mais pontos no modificador de agilidade que um determinado atacante, você ganha +1EV no 1d12. Esse bônus aumenta para +2 se o seu modificador de destreza também for maior.
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Armaduras Leves


Coifa (+10Vg)
> -15% Dano por Armas Cortantes (Não-Crítico)
> A chamada coifa não é muito mais do que uma peça única de malha que lembra uma forma de gorro. Chama-se malha uma composição de elos de anéis metálicos utilizados para formar uma especificada peça de armadura, nesse caso, a coifa. Os ditos anéis são ligados entre si por elos, chamados de "tramas", que ligam um anel à outros quatro; o conjunto de tramas é flexível, o que permite que seja trabalhado para formar qualquer composição corporal, quase como uma peça de vestuário civil. Comparada com outras peças de malha, a coifa é a mais acessível que se pode obter, seja por preço ou por oferta. Sargentos, mercenários ou outros soldados profissionais dos séculos XI e XII habitualmente as teriam ao seu dispor para complementar suas respectivas armaduras. Por mais que pareça algo pequeno demais para se considerar como "armadura", a coifa é uma das poucas peças que permite proteger tanto a cabeça quanto o pescoço, a nuca e os ombros. Afinal de contas, uma garganta bem protegida é uma preocupação a menos em um combate.
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Gibão de Peles (-10D)(+15Vg)
> +3 em Camuflagem* no d20
> Uma espécie de roupa militar de aspecto rústico, produzido através da costuragem de peles de animais com pelugem grossa tal como ursos, lobos e até leões. Por ser feito de pelugem é ideal para caçadores, bárbaros ou qualquer tipo de personagem que precise dos benefícios da camuflagem natural em ambientes de florestas ou que simplesmente se sente melhor com o conforto das peles em ambientes frios. Não se precisa de nenhum conhecimento complexo em produção de couro para fazer uma armadura assim, de forma que pode ser manufacturado por qualquer tipo de produção familiar apenas através da costura das peles buscando formar o gibão.
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Armadura Acolchoada (-5D)(+15Vg)
> -15% Dano por Armas Esmagadoras de Média Margem (3-5)
> -20% Dano por Flechas
> -75% Dano por Retirar Flechas
> Gamberson, Jacque, Aketon, Al-Qutun ou Kavadion são apenas alguns dos diversos nomes que denotam a popularidade universal desta armadura. Ela consiste em uma espécie de casaco meio macio composto por diversas camadas de tecido, geralmente entre 9 e 12, costurados através da técnica de "quilting". O casaco meio macio possui mangas longas e se estende até as coxas, às vezes acompanhado de um gorro. As camadas podem ser feitas de diversos materiais, como algodão ou lã, e recheadas com trapos de tecido, palha ou até pêlos de cavalo; nas camadas mais externas, porém, costuma-se utilizar tecidos tratados com cera para garantir impermeabilidade. Algumas peças mais ostentativas são cobertas com seda, peles de veado ou são apenas tingidas em cores vibrantes, o que a torna uma peça utilizada do peão ao cavaleiro, sem discriminação, embora com finalidades distintas: enquanto os nobres utilizavam versões menos espessas para amaciar o peso e o atrito de armaduras pesadas no seu corpo, os guerreiros rasos utilizavam versões mais grossas como armaduras únicas. Nas versões bizantinas, haviam ainda dois pares de aberturas, um par de mangas longas para proteção integral e outro par sem mangas para permitir melhor ventilação durante uma marcha. Por si só ela não é uma grande armadura de infantaria, mas possuí notória proteção quando se trata de impactos de contusão, golpes débeis de espadas ou ferimentos de flechas, as quais raramente são capazes de atravessar todas as camadas costuradas e estufadas da armadura, tornando as penetrações mais superficial e facilitando sua remoção. No entanto, a imensa quantidade de camadas torna o traje muito quente e com pouca ventilação, o que acaba por ficar impregnada de suor, piolhos e até pulgas.
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Armadura de Couro Batido (+15Vg)(-5Ag)
> -15% Dano por Armas Cortantes de Média Margem (3-5)
> A Studded Armour consiste em um traje que prende pequenas peças metálicas em sua extensão. Estas peças costumam ser fixadas muito próximas uma das outras, de forma que reforcem a proteção de ataques, especialmente os de corte. Essas peças podem ser anéis metálicos costurados na base e sem elos entre si ou mesmo tachões rebitados na mesma. O tamanho e a quantidade de anéis/rebites são sempre inversamente proporcionais: quanto maiores as peças, menor será a sua quantidade no traje. Já a base de couro cru ou de outro tecido grosso é pouco mais que um meio de manter as peças presas no lugar, embora possam vir a figurar como proteção secundária no pior dos casos. A studded armour é sempre uma opção a se considerar, pois pode ser feita com pouco conhecimento técnico e com ferro de baixa qualidade, o que a faz tão popular entre culturas barbarizadas ou empobrecidas da Idade das Trevas.
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Armadura de Couro (+20Vg)(-5Ag)
> Apesar do que se costuma pensar, o material usado para fazer uma armadura de couro não é macio e flexível como o couro usado para fazer as botas de um caçador; tal couro não protegeria muito mais que tecido normal. Esta armadura é feita de couro endurecido em água ou óleo fervente (cuir bouilli) e depois esticado numa fôrma, dando origem à peças como couraça frontal, couraça traseira, avambraços e, por vezes, grevas. Ao resfriar a peça, ela endurece, tornando-se mais rígida. As demais partes não fervidas são trabalhadas como se fossem feitas de couro convencional, tais como botas, luvas e eventuais outras partes que possam vir a compor o conjunto.
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Armadura de Escamas/Lamelar Leve (+20Vg)(-5Ag)
> -15% Dano por Atqs Armados de Baixa Margem (4-5)
> Couro e chifre foram os primeiros materiais a ser usados em couraças costuradas em padrões de Lamelar e de Escamas, popularizando-se na Antiguidade e ainda assim perdurando por diversos séculos no mundo oriental. Esclarecendo as diferenças, as estruturas de lamelar consistem em costurar peças de couro ou chifre em um traje, formando uma armadura que frequentemente interpola duas camadas de couro rígido entre si, aumentando a proteção. Já os padrões escamados podem ser divididos em dois grandes tipos: No primeiro costuram-se as peças de chifre em um traje que serve como base para prender as escamas; no segundo trabalha-se a parte externa de uma peça grossa de couro para formar as escamas. O resultado final é uma armadura que interpola verticalmente mais de uma camada de escamas, que podem assumir os mais diversos formatos, desde o pontiagudo ao arredondado, sendo sempre dispostos com suas extremidades voltadas para baixo.
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Armadura Embossada (-5D)(+20Vg)(-5Ag)
> -15% Dano por Armas Cortantes (Não-Crítico)
> Embora poucos saibam a real origem desta armadura de aspecto tribal, ela se faz presente entre comunidades de orcs, gigantes e culturas humanas barbarizadas do coração das Terras Gélidas e das Savanas. Muitos acreditam que isso tenha sido resultado de interações com algum povo itinerante, ou quem sabe seja pura coincidência que povos distantes tenham tido a mesma ideia, já que essa armadura não é lá tão difícil de se conceber. Ela consiste em um traje feito de couro ou de pelugem grossa que serve como base para se costurar diversas bossas de bronzes - essas protusões ovais na peça - com fios de cobre. Por mais rústico que isso possa parecer, ela emprega um conceito dinâmico bastante prezado: as bossas arredondadas protegem e defletem os ataques, fazendo-os perder sua energia de impacto e por vezes salvando a vida do seu portador.
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Linothorax (+25Vg)(-10Ag)
> Sem dúvida, a Linothorax é o maior dos símbolos dos hoplitas gregos e macedônicos da Antiguidade. Embora não se saiba hoje a montagem exata dessas armaduras, sabe-se que ela consiste em uma couraça de couro fervido revestido por linho, onde se costuram escamas de cobre ou bronze de forma que estas formem uma espécie de cinturão metálico que faz uma circunferência ao redor do tórax. Um elmo e um par de grevas frontais de bronze completam o conjunto. Da mesma forma que o linho é usado para revestir a couraça, ele também é utilizado na confecção das "pterurges", conjuntos de tiras retangulares de tecido que são costurados no revestimento couraça.
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Cota de Malha (+25Vg)(-10Ag)
> -20% Dano por Armas Cortantes
>-15% Dano por Armas Perfurantes de Baixa Margem (4-5)
> Uma camisa composta por incontáveis anéis, de ferro ou aço, entrelaçados numa trama de 4 por 1. A cota de malha se estende até a cintura e possui mangas curtas que vão até os cotovelos, sendo habitualmente vestida por cima de uma camisa de tecido macio para prevenir a irritação causada pelo atrito dos anéis. Por ser uma peça única vestida sobre o torso, todo o peso da armadura recai sobre os ombros, tornando-a desconfortável de se vestir por muitas horas; para aliviar tal fardo, amarra-se o cinto com firmeza, distribuindo uma parte do peso para os quadris e aliviando parte do esforço sobre os ombros. No entanto, isso não ofusca suas muito mais abundantes qualidades: flexibilidade, boa ventilação e necessidade de manutenção bem menos rígida que outros tipos de armaduras metálicas. Tendo em vista que as tramas permitem a dissipação da energia mecânica dos golpes, ataques de espada raramente destroem as tramas, tornando-a uma armadura virtualmente eficiente contra a maioria dos golpes cortantes. No entanto, a proteção contra o impacto contusivo é mínimo, geralmente obrigando os guerreiros à vestirem gambersons por debaixo das peças de malha, o que resolve parte do problema do impacto. Incluímos nesta categoria as versões de cotas de malhas utilizadas pelos celtas, romanos, germânicos e demais povos da Antiguidade Tardia e Alta Idade Média, embora todo este grupo esteja condicionado à parâmetros de qualidade inferior.
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Meia Couraça (+25Vg)(-5Ag)
> A Meia Couraça ou Plackart é uma das filhas bastardas da chamada "Idade das Placas", que surgiu quando milicias e outros soldados com poucas somas de dinheiro optassem por peças da couraça ao invés da armadura completa propriamente dita. Essa armadura foi, portanto, uma resposta para lidar com a questão da falta de recursos e da necessidade de adquirir proteções mais sólidas, seja para complementar uma proteção já usada (como gambersons ou cotas de malha) ou necessariamente para usá-las como proteção única. Por mais bizarro que isto possa vir a aparentar, este tipo de armadura encontrou popularidade entre besteiros, peões conscritos e operadores de canhões e de outras máquinas de sítio.
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Jacque (-5D)(+25Vg)(-15Ag)
> -¼ Dano por Armas Esmagadoras de Média Margem (3-5)
> -¼ Dano por Flechas
> -85% Dano por Retirar Flechas
> No decorrer do século XIV, com toda a evolução na tecnologia das armaduras, houve também a necessidade de se aprimorar a proteção dos soldados mais rasos, as armaduras acolchoadas. A chamada Jacque, Jack ou mesmo gamberson - os termos geralmente se confundem - é o mesmo traje acolchoado porém ainda mais espesso, geralmente contendo de 16 à 24 camadas de tecidos - as mais espessas possuem até 30 camadas. Para reforçar a rigidez do traje, mergulha-se o mesmo em salmoura ou água fervente, tornando-o mais rígido ao secar. A armadura é complementada por peças de placas de ferro como poleyns (protetores de joelho), couters (protetores de cotovelos), elmos e até manoplas; a razão pela qual as peças de ferro não encarecem demasiadamente o conjunto tem haver com a sua qualidade inferior feita para grandes números, embora ainda eficiente; tais peças habitualmente são, na verdade, um conjunto de Jack Chains, um par de peças acorrentadas que protegem cotovelos, ombros e parte do tríceps, favorecidos pela sua relativa eficiência e baixo custo. Apesar de ser considerada uma armadura "leve", a imensa quantidade de camadas torna a jacque uma armadura tão pesada quanto uma armadura de placas. O que é mais pesado, uma libra de penas ou uma libra de chumbo?
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Gibão de Placas (+25Vg)(-10Ag)
> Por séculos, a malha havia sido a proteção unitária dos cavaleiros medievais. Eventualmente, no entanto, os ferreiros começaram a experimentar novas formas de reforçar a proteção torsal dos cavaleiros contra as poderosas investidas das lanças de cavalaria. Como os registros são escassos, não temos como saber com precisão como os reforços feitos de chapas metálicas pareciam ou mesmo quando chegaram a surgir; no entanto, sabemos que eles existem desde o final do século XII, embora só sejam mencionadas de novo lá pra segunda metade do século XIII. Estes reforços recebiam nomes como "plates" ou "pair of plates". Na etimologia moderna, entretanto, chamamos todo esse grupo abrangente e diversificado de proteções como "coats of plates". Apesar disso, os estilos de gibões de placas dos quais estamos interessados aqui se referem aos modelos utilizados a partir do século XIV. Embora ainda com diversas variações locais, todas essas armaduras são conhecidas por consistirem em diversas peças de aço rebitadas entre duas camadas de um gibão sem mangas que protege a frente e as costas do torso, geralmente feitos de couro, feltro, lã ou até mesmo fibra de seda. Embora elas necessariamente tenham surgido como uma proteção suplementar para cavaleiros montados, assim que sua manufatura foi desenvolvida e estabelecida na Europa, ela tornou-se uma proteção bastante popular entre os soldados profissionais das classes mais baixas.
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Couraça Frontal (+30Vg)(-10Ag)
>  A Couraça Frontal é uma filhas bastardas da chamada "Idade das Placas". Muito embora as armaduras de chapas de aço converter-se-iam na proteção quase que universal de todas as elites militares da Europa a partir de meados do século XV, boa parte dos soldados ainda não tinham condições de arcar com os custos de uma armadura deste porte. Nesta época, a malha deu lugar as placas, atuando agora mais como proteção subjacente para proteger articulações do que como armadura principal em si. A solução, então, foi iniciar uma produção de armaduras de placas de qualidade inferior - embora ainda eficiente - que descartasse as peças menos vitais, gerando as meias-armaduras para os soldados profissionais menos abastados. Ainda assim, nem todos os soldados e mercenários chegavam a ter meios para obter esse tipo de armadura, optando por equipar-se apenas com a peça frontal dessas couraças, que veio a ser a armadura da qual tratamos aqui. A Couraça Frontal é basicamente essa peça frontal da couraça que para ser fixada corretamente depende de cintas de couro afiveladas nas costas. Para facilitar ainda mais a rentabilidade e tempo de vida útil dessa armadura, é bem comum que ela seja enegrecida ao fogo ou pintada para evitar a ferrugem, o que diminui bastante a preocupação com sua manutenção. A adição de tassets (par de peças de chapas que protegem parte das coxas) fazem essa armadura terem a mesma classe de armadura e penalidades que uma couraça normal. Apesar de ter sido popularizada em fins do século XV, ela já existia ainda na primeira metade do mesmo século, atuando como proteção adicional às armaduras de malhas de soldados menos abastados e pouco preocupados com a estética final.
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Corselete Lamelar (+30Vg)(-15Ag)
> -15% Dano por Atqs Armados de Baixa Margem (4-5)
> Apesar de muitas formas de lamelar terem se desenvolvido a partir da revolução tecnológica do século X no Império Bizantino, essa é provavelmente uma das últimas invenções dos séculos XII, tornando-se recorrente entre a infantaria dos bizantinos e dos sarracenos sicílios. Apesar do desenvolvimento de armaduras mais pesadas feitas de lamelar laçado e rebitado, as Klivanions ainda eram bastante custosas devido à quantidade de trabalho para montar uma peça com perfeição. Isto acabou motivando os bizantinos a procurar por alternativas mais viáveis que aumentassem a oferta desse tipo de armadura. Como resultado, este modelo emprega um novo conceito para atender a demanda por proteções pesadas e relativamente mais baratas. Basicamente, essa armadura consiste em um corselete com a clássica base de couro, mas desta vez, empregando lamelas metálicas significativamente maiores. Graças ao tamanho consideravelmente maior das placas (as lamelas são um pouco maiores do que um punho cerrado), menos placas são utilizadas para compor a peça (apesar disso, há espaçamento entre as placas), o que permitia que fosse mais rapidamente produzido.
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Corselete de Brúnia (+30Vg)(-10Ag)
> -15% Dano por Armas de Esmagamento e Flechas (Não-Crítico)
> Apesar de ser uma armadura que mal se mostrou após a Alta Idade Média, a cota de brúnia foi uma armadura muito popular neste período. Acredita-se que ela foi inventada pelos bizantinos, provavelmente durante a Dinastia Heracliana, para conceber formas de aumentar a oferta de armaduras sólidas para a massa da infantaria. A armadura consiste em um corselete sem mangas que se estende até a cintura e é coberto por escamas de ferro ou de "aço macio". As escamas, diferentemente das squamatas, são maiores em proporção e não se sobrepõe tanto como àquela, de forma a agilizar a produção. A sua construção permite uma boa mobilidade, o que a tornou bastante adequada para os guerreiros apeados. Esse pragmatismo logo conquistou o Ocidente, que popularizou a armadura entre guerreiros de elite e chefes locais, principalmente no Império Carolíngio. A razão da sua maior oferta se dá pelo fato de que era muito mais simples confeccionar escamas, que poderiam ser trabalhadas com materiais de qualidade inferior, do que produzir uma camisa de malha, que apesar de ser mais resistente, era extremamente demorada e dispendiosa. Incluímos nesta categoria os modelos de Lorica Squamata que foram popularizados logo na República Romana e que tiveram grande adesão até as primeiras campanhas das guerras bizantino-árabes. As suas squamae, feitas de bronze ou às vezes de ferro, eram peças pequenas, muitas vezes do tamanho de um polegar que eram feitas para se sobreporem na maior quantidade possível.
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Armadura das Estepes (-5D)(+30Vg)(-5Ag)
> -¼ Dano por flechas
> Apesar dos turcos serem frequentemente descritos como arqueiros montados usando pouca ou nenhuma armadura, haviam aqueles que portavam armaduras tradicionais de sua terra natal. As armaduras dos turcos apresentavam as características comuns com os povos em que eles frequentemente tinham contato, embora mantivessem uma complexidade de confecção mínima, para que pudesse ser adequada à vida nomádica das estepes. Esta armadura era a forma de proteção mais genérica que um cavaleiro das estepes poderia vestir, combinando conforto e proteção contra contra o calor, o sol e a areia da mesma forma que protegeria contra flechas e ataques débeis de sabres, tendo também adesão entre a população síria e árabe dos domínios ocupados. Ela consiste em uma gamberson pouco espessa onde se costura uma peça frontal de lamelar oriental, caraterizado pela sobreposição das lamelas, para a proteção do peito. Usase-se ainda um elmo, peças de couro endurecido para proteção dos braços e às vezes, um par de semi-grevas de talas, uma de couro fervido e a outra de ferro.
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Jazerina (+30Vg)(-10Ag)
> -15% Dano por Ataques Armados
> Jazerant, Kazaghand, Khazaghand ou Gesserant são os principais nomes utilizados no Mundo Muçulmano para descrever este modelo de armadura. Criada entre os séculos XI e XII, a jazeraint consiste em cobrir uma cota de malha entre duas camadas de acolchoamentos não muito espessos e adicionar uma segunda linha de cobertura externa e interna com um tecido de qualidade, como feltro, seda, algodão ou outros materiais para formar uma roupa que aparentemente não esconde uma armadura. Essa construção de costurar malha por entre camadas de tecido de um traje tornou seu uso mais confortável e garantia melhor proteção contra armas de impacto e flechas. Como armaduras costumavam ser bem raras entre os árabes, eles optavam por trabalhar antes a qualidade do que quantidade, e como tal, este tipo de armadura só seria acessível à aristocracia militar do mundo muçulmano. Os muçulmanos do Egito ficaram muito famosos pela qualidade de suas jazerants, embora elas fossem fabricadas em quase todo o Oriente Próximo e até na Índia. Em certos relatos escritos dos séculos XII e XIII, os árabes foram capazes de criar combinações de tecidos capazes de retardar o efeito do fogo na roupa; estes trajes à prova de fogo consistiam em uma túnica de seda, um manto de algodão e uma camada superior de túnica que protegia contra incêndios e explosões químicas. Quão eficaz era essa proteção? Guerreiros sarracenos colocavam pequenas cargas de pólvora em suas roupas e as ateavam em fogo enquanto combatiam os inimigos. Conforme as chamas queimavam a pólvora, as cargas explodiam, efetivamente tornando os soldados em feras insanas com jatos de fogo que não lhes consumia. Incluímos nesta categorias as versões de Jacques dos séculos XIV e XV que imprensavam cotas de malha entre suas camadas.
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Brigandine (-5D)(+30Vg)(-10Ag)
> A Brigandina é a evolução final das tecnologias de gibão de placas, surgindo no último quarto do século XIV e estabelecendo-se com enorme recorrência nos séculos XV e XVI. Apesar de ser contemporânea da couraça, as brigandinas seguiram uma via oposta à tradicional armadura branca, sendo portadas tanto por soldados profissionais quanto pela alta nobreza. A brigandina consiste em uma couraça robusta onde, entre duas camadas de couro ou tecido, rebitam-se diversas peças retangulares de forma que uma linha se sobreponha à outra no sentido horizontal, formando um padrão decorado muito interessante. Nesta época de Idade das Placas, a brigandina se mostrou uma alternativa muito mais rentável para os homens-de-armas e outros soldados profissionais, já que era mais fácil de produzir, cuidar e reparar do que uma couraça branca daquela época. As diferenças entre preços e a facilidade de produção se provaram tão grandes que não era incomum que reis e duques tivessem seus próprios estoques de brigandinas personalizadas para distribuir aos soldados imediatos de sua respectiva Casa. De fato, a armadura era tão democrática que os soldados profissionais que a usavam comumente eram chamados de "brigand", alcunha essa que mais tarde referir-se-ia aos mesmos mercenários, só que dessa vez desempregados, que praticavam banditismo na estrada por falta de empregos. Mas apesar de ter sido popular entre os soldados menos abastados, é enganoso pensar que a brigandina tenha perdido importância entre a nobreza: Certos nobres da Guerra das Rosas chegavam a utilizar de um a dois quilos de seda damasquina para cobrir suas brigandinas - veludo também era apreciado - e botões de ouro ou prata para rebitar as placas, ao passo que os soldados mais humildes se contentariam com revestimentos de couro ou lã.
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Couraça (+35Vg)(-15Ag)
> Aprimorada da ideia tão requisitada de proteger o torso frontal e traseiro de seu portador como forma de melhorar as proteções torsais, a couraça traça suas origens há um período pouco anterior à 1415, quando já era popular entre a nobreza na forma de armaduras de placas interiças. Ela é uma armadura leve-média ideal para personagens sedentos por proteções plaqueadas que oferecem poucas penalidades. Apesar de não ser tão flexível quanto a brigandina, a couraça oferece uma proteção consideravelmente superior à ela e à quaisquer outras formas de armaduras já inventadas, provando-se praticamente invulneráveis às espadas, lanças, flechas e outras adversidades que poderiam ser encontradas no campo de batalha. Apesar de sua versão se dar na Medievalidade Tardia, couraças são tão antigas que traçam a Antiguidade Clássica, nas formas de couraças musculares de bronze, utilizadas pelos romanos e pelos gregos, embora também tivesse alguma adesão entre os celtas.
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"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

Spoiler:
 


Última edição por pedrogaiao em 6/7/2016, 20:30, editado 80 vez(es)
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pedrogaiao
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MensagemAssunto: Re: Listas das Vestes   6/10/2014, 12:52

Armaduras Médias




Maille Hauberk (-5D)(+25Vg)(-10Ag)
> -20% Dano por Armas Cortantes
> -20% Dano por Armas Perfurantes de Média Margem (3-5)
> Cronistas da época relatam que os ferreiros lentamente enlouqueciam enquanto confeccionavam as tão estimadas vestes de malha, que por vezes salvavam seu portador das feridas mortais no calor do combate. Antes que um guerreiro pudesse ser coberto dos pés à cabeça com cota de malha, o hauberk era a melhor e mais comum forma de vestir-se com malha antes da popularização dos chausses. Na verdade, já ao fim do Império Romano já se usavam formas de malha muito semelhantes ao hauberk, tendência tal que retornaria com os francos durante o século VII, mas só seria marcante no século XI, onde a Idade da Malha começou a se estabelecer. Com os novos avanços na metalurgia, a produção de malha se tornou mais fácil, permitindo maior oferta de malha aos cavaleiros e alguns poucos sargentos. Essa peça consiste num casaco de malha com mangas compridas e um saio que se estende até os joelhos tudo numa peça só. Aberturas laterais são feitas no saio para permitir melhor movimentação, podendo os anéis serem ou não costurados numa base fina de tecido ou couro. Às vezes, vestem-se outras peças de malhas como uma luva ou o chamado "manto do bispo", uma peça de malha que cobre os ombros e parte do pescoço.
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Panóplia Arcaica (+30Vg)(-10Ag)
> Arcaica refere-se a uma das principais Eras da Grécia Antiga que compreende o período entre 750 - 500 a.C. Apesar de não haver toda a famigerada tradição das formações das Guerras Médicas, mesmo nessa época os Hoplitas dominavam o campo de batalha como poderosos guerreiro aristocratas de infantaria pesada. Datando do século VI a.C, esta armadura utiliza primariamente apenas couro fervido e cobre. Essa armadura acompanha uma couraça pesada feita totalmente de cobre com argolas que prendem placas de cobre para a proteção de coxas e virilha, por fim um espesso cinto de couro reforçado com bronze é amarrado no tórax, oferecendo proteção extra e prevenindo que o peso da armadura não recaia na mobilidade das pernas.
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Couraça Lamellar (+30Vg)(-15Ag)
> -15% Dano por Atqs Armados (Não-Crítico)
> Novas formas de se construir lamelar foram surgindo em Bizâncio durante os séculos X e XI, posteriormente se espalhando entre os eslavos, árabes, turcos e vários outros povos que se estabeleceram na Europa Oriental e Oriente Próximo. Ao contrário das construções antigas, esta couraça emprega lamelas de aço linearmente dispostas em bases de couro. As bases de couro são tratadas isoladamente e cada uma tem suas lamelas dispostas em uma "ordem" diferente. Quando as bases de couro são unidas forma-se uma sequência de bases que promovem a sobreposição vertical de metade da lamela superior sob metade da inferior, fazendo também que a disposição distinta permita que as lamelas cubram pontos cegos e aberturas lineares entre uma lamela e outra. A base de couro serve também para as lamelas não façam o dito "efeito tesoura", quando o atrito entre as lamelas promove o desgaste e corte das costuras que mantem as placas fixas. Ainda tendo em mente a fixação das lamelas, os bizantinos criaram um método de costura e rebite que torna as peças mais firmes, evitando a perda de lamelas. Por incrível que pareça, este tipo de construção consegue economizar de 15 a 20% de aço que poderia ser usado para a construção de lamelares antigas, matendo a couraça com um peso de 5kg. Talvez a única desvantagem deste tipo de armadura seja o tempo e a precisão com que a armadura deve ser trabalhada, elevando muito o seu custo e a tornando inacessível para a maioria dos soldados.
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Doumaru (-5D)(+30Vg)(-10Ag)
> Traduzida literalmente por "body wrap", esta armadura foi introduzida no século XI para samurais menos ricos que não podiam bancar a dispendiosa O-Yoroi. A Doumaru é uma armadura caracterizada por ser mais leve, mais simples de produzir e mais adequada para combate a pé, tudo isso graças a uma combinação de lamelas laqueadas de couro e ferro, laçadas entre si para formar a armadura, embora as placas de ferro fossem limitadas para as partes mais vitais da armadura, para economizar material e garantir melhor mobilidade. Outra diferenciação desta armadura com a O-Yoroi é que ela é aberta do lado direito ao invés das costas. Essa construção, apesar de ser inicialmente feita para samurais mais pobres, ganhou adesão entre samurais mais prósperos, poia ela permitia mais praticidade em um combate apeado.  
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Linothorax Pesada (+30Vg)(-15Ag)
> Ainda no século V a.C, formas mais robustas de Linothorax já existiam na Grécia. Apesar de serem mais raras, costumavam competir com couraças musculares e muitas vezes era favorecidas por não serem tão desconfortáveis quanto àquelas. A principal diferença nesta versão é a substituição das escamas por peças maiores de bronze, como talas retangulares. Essas placas cobrem toda a couraça principal, enquanto ombreiras e pterurges são revestidas de escamas de cobre. Além disso, a armadura acompanha protetores de coxa, um par de grevas, elmo e um vambraço de bronze.
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Kuyak (+30Vg)(-15Ag)
> Versão exótica das coat of plates popularizada na Rússia e em muitos países do Cáucaso e dos arredores do Mar Negro. Muitos arquéologos sugerem que a sua criação tem influência direta do contato com os mongóis. Surgindo no século XIII e tornando-se recorrente até o século XVII, a Kuyak é uma armadura russa composta por uma couraça de placas quadradas ou de pequenos broquéis rebitados sob a base de uma couraça de couro. As placas não se encostam mas cobrem o torso da armadura, com versões que se estendem as coxas, com mangas ou com peças que protegem o pescoço e reforçam os ombros.
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Traje de Placas (-5D)(+30Vg)(-10Ag)
> Acredita-se que surcotes reforçados sugiram dos modelos de traje de placas trazidos pelos mongóis durante a sua expansão pelo Oeste. O uso de roupas com o rebite de placas metálicas surgiu no século VIII na China como armadura de parada da guarda imperial, apesar disso, ela nunca foi popularizada ou mesmo criada para suprimir as tropas regulares até o século XIII, onde se espalhou pelos povos vizinhos, em especial os mongóis que a chamavam de Khatangu Degel (pt. roupa forte como ferro). Como este modelo de armadura era confortável e ao mesmo tempo com manutenção mínima e reparos que poderiam ser realizados sem muito assentamento, os mongóis tomaram desta como uma das suas principais armaduras, de onde se acredita que tenha originado às Kuyaks. Apesar dos europeus terem desenvolvido suas próprias versões com os surcotes reforçados, eles conseguiram estabelecer um paralelo por volta de meados do século XIV, onde as coat of plates agora possuíam mangas e se estendiam até os joelhos. Em geral, os europeus utilizam formatos retangulares enquanto os asiáticos optavam por redondos ou retangulares, seja como for todas entram nesta mesma categoria
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Armadura de Malha (-5D)(+30Vg)(-15Ag)
> -¼ Dano por Armas Cortantes
> -15% Dano por Armas Perfurantes (Não-Crítico)
> A versão completa de cota de malha que cobre seu portador da cabeça aos pés com malhas de aço. Ela foi popularizada no ocidente em meados do século XII graças ao chausses (espécie de meias longas de malhas). A armadura completa de malha consiste em um hauberk de mangas longas que se estende até as coxas. Usam-se coifas (gorros de malha), luvas e chausses para completar o conjunto. Desde de que se tornou facilmente produzida a armadura de malha recebeu um largo apelo dos cavaleiros, tal que historiadores se referem aos séculos XI e XII como "Idade da Malha". O principal fator de sua popularização é a sua notória eficiência contra golpes de cortes, afinal, ossos quebrados são mais fáceis de tratar do que uma putrefação. Apesar da Armadura de Placas ascender mais tarde como melhor blindagem, a malha oferecia diversas vantagens, como o preço, o reparo mais simples, a flexibilidade da malha e a boa ventilação. Como tal, incluímos nesta categoria as armaduras completas utilizadas pelos catafractários persas. Entretanto, esta versão utilizava a tecnologia da Antiguidade e sem o desenvolvimento de vários anos até a malha medieval, esta malha de menos eficiente, mais pesada e ainda mais cara do que deveria ser no seu cenário. Logo, sem tanta vantagem (o Mestre redefine os modificadores) e com as derrotas desastrosas contra os legionários do Imperador Juliano no século IV d.C, ela acabou por desaparecer no tempo das Guerras Bizantinas, mas o chausses foram muito bem vindos tanto por Bizantino e bem depois pelos ocidentais, permitindo a criação das armaduras completas ocidentais no século XII.
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Armadura Munida (-5D)(+30Vg)(-10Ag)
> A necessidade de produzir armaduras de placas em grandes quantidades levou a criação de modelos como o Almain Rivet logo por volta de 1500. A Munition Armor, assim chamada por estar normalizada entre muitos soldados e mercenários profissionais do século XVI, é formada com placas de ferro e retirada de peças "menos importantes", como manoplas e grevas devido ao advento das armas de fogo e das já existentes bestas pesadas. Em geral o conjunto costuma admitir elmo aberto, couraça angulada com espaldares e fraudas de placas. Apesar de ser relativamente leve, é graças a baixa qualidade de suas peças e produção padronizada que é possível uma produção em larga escala, tornando-se mais acessível a boa parte da soldadesca. Em alguns poucos casos, os ferreiros costumam adicionar fósforo ao ferro durante a sua forjadura, garantindo maior durabilidade para as peças.
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Armadura de Placas Leve do Andarilho (-5D)(+35Vg)(-10Ag)

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Splinted Mail (-5D)(+35Vg)(-15Ag)
> -¼ Dano por Armas Cortantes
> -15% Dano por Armas Perfurantes de Média Margem (3-5)
> Antes da Idade da Malha, esta era a forma mais completa de proteção que se desenvolveu graças ao contato entre ocidentais e bizantinos. Para proteger as pernas bem antes da invenção do chausses (botas de malha), se utilizavam de um par de peças de talas para cobrir as pernas e outro par para cobrir o antebraço. Essas talas consistia em barras horizontais de aço que eram rebitadas em uma matriz de couro flexível, sendo atadas como vambraces ou grevas. Mesmo com a criação de vestes completas de malha, bizantinos, cruzados e até certos ocidentais ainda se cobriam com talas, já que elas proporcionavam maior segurança do que o equivalente uniforme.
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Sleeved Brigandine
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Meia-Armadura Leve (-5D)(+35Vg)(-15Ag)
> A Couraça Pesada ou Meia-Armadura leve é uma forma de aumentar a proteção da couraça com outras peças adjacentes de forma que preserve a mobilidade de seu portador. Mesmo com a invenção da couraça, muitos homens de armas, cavaleiros e fidalgos do início do século XV ainda não eram capazes de arcar com os custos de uma armadura de placas completa, onde a couraça era aplicada, então, passou a desenvolver um sistema onde se tornou mais comum que se comprassem as peças separadas ao invés de um conjunto completo. Dessa forma, comprava-se muitas peças avulso, com preferência para as mais vitais, de forma a formar um retalho que está entre a armadura de placas de batalha e a couraça, solucionando o problema enquanto os mais ricos ainda vestiam armaduras inteiriças. Esse conjunto consiste em uma couraça acompanhada por um par de placas de coxas, espaldares, cotoveleiras e elmo. Em alguns casos troca-se as placas de coxa por uma frauda de malha, um par de manoplas ou até um colarinho de malha conhecido como "bishop's mantle".
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Brunea (-15D)(+35Vg)(-10Ag)
> -15% Dano por Armas de Esmagamento e Flechas
> Armadura constituída na sobreposição de escamas metálicas sob uma matriz de tecido ou geralmente couro. As escamas são colocadas de forma que os ataques costumem encontrar duas secções de escamas antes de passar pela base de couro. Essas escamas poderiam confeccionadas das mais diversas formas possíveis, apesar da preferência por peças menos pontiagudas ser justificada por reduzir o "efeito tesoura"; quanto a sustentação, opta-se entre costura ou rebitagem, no caso dos bizantinos, usam-se ambos em peças de brúnia valendo-se de certa linearidade que, apesar de não causar o mesmo efeitos que marcaram as novas lamelares, permitiu as escamas ficassem mais firmes em sua base e não fossem dispersas com facilidade, essa firmeza também evitava que as escamas se movimentassem muito, evitando possíveis aberturas favoráveis a ataques, os mestres podem dar mais bônus na proteção ou na redução de danos específicos. Além de fatores de produção, a principal vantagem das escamas reside numa melhor proteção contra impactos, flechas e outras armas de perfuração, apesar de não terem tanta durabilidade quanto a malha e obrigava sempre a reposição de peças quebradas em golpes, mas o que também permite fácil reposição sem muita técnica, tornando-se um aspecto cultural de muitos povos nômades e asiáticos, talvez por isso as regiões das península ibérica e itálica, graças ao contato com árabes e bizantinos, absorveram mais essa tradição. Apesar disso, suas principais desvantagens são que a base de couro com escamas não é lá muito flexível, o que limita sua proteção para poupar mobilidade, mas mesmo assim guerreiros desacostumados podem encontrar dificuldades maiores em sua utilização; ataques vindos de baixo para cima pegavam o ponto de abertura da armadura e isso poderia se tornar uma complicação.
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O-Yoroi (-5D)(+35Vg)(-15Ag)
> Traduzida como "Grande Armadura", é a melhor e mais pesada armadura do período Kozane, termo que se refere as armaduras que precedem o Sengoku e a introdução de arcabuzes no campo de batalha. Ela consiste em uma armadura composta por lamelas laqueadas de ferro coberta por couro e laçadas por cordas de seda a fim de formar uma couraça de lamelas (ou até escamas) com saio (Dou) e protetores de joelho abertada de dois lados, já que é composto por duas peças. Esta couraça possui mangas e ombreiras feitas de couro laqueado e coberto por tecidos coloridos. Em versões mais completas, adotam-se um par de grevas que usam três talas verticais de ferro laqueado para cobrir a canela frontal, com algumas versões que usam placas de ferro para protegerem o braço esquerdo quando o arco era usado, um exótico elmo acompanha o conjunto. O Laquê preserva a armadura do ambiente e cobre todas as lamelas de couro fervido e ferro, os tecidos e fios de seda também são utilizado para formar desenhos associados à clãs, mantendo flexibilidade para todos os exercícios de um samurai, em especial a Arquearia à Cavalo. Mas se ficar molhada as cordas e tecidos encharcados fazem com que a armadura fique muito pesada e lenta. Quando guardada, a armadura assume a forma de algo como uma caixa.
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Armadura de Malha Dupla (-5D)(+35Vg)(-30Ag)
> -¼ Dano contra Armas Cortantes e Perfurantes
> A também chamada Double Maille se refere aos estilos de cota de malha que utilizam anéis maiores e pesados numa trama 6 por 1; anéis que são entrelaçados em dobro; ou ainda a exótica veste de malha usadas pelos russos (Baidana). Devido a essa constituição, a malha dupla é muito mais forte que a malha convencional, evitando o espaçamento e reforçando a proteção contra flechas e armas perfurantes e se tornando mais poderosa diante de armas cortantes e perfurantes. Entretanto, o peso dos anéis faz com que a armadura seja reduzida a um hauberk de mangas parciais que se estende até as coxas, ou mesmo seja complementada por couro fervido ou malha convencional para outras áreas no caso de construções não tão pesadas.
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Panóplia Musculata (-5D)(+35Vg)(-15Ag)
> Esta armadura denota o ápice das oficinas gregas na sua forma mais clássica. A panóplia musculata é um modelo incomum de armadura hoplita caracterizada por lembrar as formas de um corpo humano forte em traços de bronze. De certa forma pode-se dizer que ela foi uma antecessora das armaduras de placas e nunca foi replicada desta forma mesmo na grande Roma. O conjunto consiste em uma couraça muscular com uma placa de proteção de virilha, elmo, e pares de vambraços e grevas. As placas são presas através de cadarços, formando uma gloriosa proteção apesar do desconforto. Este tipo de armadura era extremamente caro em seu tempo, com seu uso geralmente associado a veteranos abastados como o herói Aquiles, cuja armadura é citada em mais de 140 versos das histórias de Homero.
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Couraça Segmentada (-10D)(+40Vg)(-15Ag)
> A Loriga Segmentada foi a principal armadura do legionário romano, sendo usada até cerca de 350 d.C, já que o preço e a dificuldade de produção diante das sucessivas crises do Império facilitaram a normalização da Lorica Hamata. Nesta versão, a Lorica Segmentata possui uma couraça de cota de bandas com ombreiras, um elmo e um saio de couro ou pterurges de latão. A couraça é feita de bandas de ferro com aço, já que a material orgânica é posta na parte exterior e levada a um forno, tornando a parte exterior de aço. Essas bandas são dispostas horizontalmente com as outras por tiras internas de couro. A armadura é então unida e possível de vestir graças a fechaduras de latão. Entretanto, seu principal inconveniente e a principal causa que levou os centuriões a preferirem a cota de malha, é que as segmentações não são nem um pouco confortáveis, tornando-se desconfortável de usar por longos períodos.
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Armadura Lamelar Completa (-10D)(+40Vg)(-20Ag)
> -20% Dano contra Ataques Armados Não-Críticos
> Essa categoria abrange um largo conjunto de diversos tipos de lamelares pela história, se caracterizando por uma armadura de lamelas que ia além da couraça, estendendo na forma de mangas, saio e espaldares de lamelar. Em alguns casos se utilizasse uma manopla de talas na mão direita ou um par de manoplas de couro reforçado. O principal meio de constituir este tipo de armadura é costurando as lamelas de forma que as lamelas sejam sobrepostas de forma que seja possível passar o laço por entre as suas aberturas alinhadas, resultando em proteção mais pesada e com maior área de cobertura. As armaduras do Oriente Próximo, graça as influências da região, utilizam o modelo de lamelar linear com o método de rebitagem e laçamento, resultando numa proteção consideravelmente mais leve, mais fixada e com praticamente a mesma proteção.
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Armadura de Malha Reforçada (-5D)(+40Vg)(-20Ag)
> -20% Dano por Armas Cortantes e Perfurantes
> Muitas variedades de malha reforçada apareceram ao fim das grandes Cruzadas: Malhas com bandas de metal entrelaçados nos seus anéis (Plated Mail); Tramas de anéis unidos e fechados com rebites, segurando-os com mais força e vistos em maior quantidade, evitando o espaçamento (Riveted Mail); hauberks que eram ligados às escamas de brônicas e lamelas para cobrir melhor o peitoral; reforços vestidos sobre a malha de placas retangulares, rebitados a um surcote para proteger o abdome, os flancos e às vezes peito inteiro, popularizado na segunda metade do século XIII (Armored Surcoat); e por fim, mas não menos importante, peças de couro fervido e placas vestidas sobre a armadura de malha, tais como couraça, ombreiras, espaldares, cotoveleiras, joelheiras, schynbalds e as primeiras manoplas de escamas de aço, que foram popularizadas na última metade do século XIII (Malha Encourada). Apesar da proteção e da penalidades estarem padronizadas nesta categoria, o Mestre pode adequar modelos específicos para uma nivelação mais adequada.



Afirmada pela arte (éfige de St. Maurice na Alemanha Oriental, em 1250) quanto por fontes escritas (Konungs skuggsjá por volta de 1250; Hirdskraa por volta de 1270), surgiu a Armoured Surcoat de onde o Gibão de Placas é derivado. Para falar a verdade, há muita proximidade entre os dois modelos, o torna discutível quando o Gibão de Placas passou a se distinguir, embora admita-se que isso tenha ocorrido do fim do século XIII para o início do século XIV.
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Armadura Soldadesca (-5D)(+40Vg)(-15Ag)
> No início do século XV, a Europa vivenciou uma revolução metalúrgica até então nunca imaginada, pela primeira vez, tornou-se possível equipar soldados profissionais com conjuntos de armaduras metálicas. A armadura do soldado profissional durante a Baixa e Tardia Idade Média variava muito, sendo mais comum que sargentos e homens-de-armas comuns se vestissem com camisas de cota de malha e gambersons, progredindo às mais diversas combinações de armaduras. Reafirmando que esta armadura não era padronizada, apenas mais comum entre os reinos ocidentais mais ricos. Enquanto couraças se tornaram a nova moda entre a nobreza, elas ainda eram consideravelmente caras, apesar disso, brigandinas ofereciam aos soldados uma boa proteção a um preço mais acessível. Sua construção também permitia um grau de mobilidade maior, o que era melhor apreciado pelos soldados, que poderiam comprar ou saquear uma brigandina simples em poucas batalhas e até mesmo fazer reparos em sua armadura sem o conhecimento técnico de um ferreiro. Essa brigandina era acompanhada de um elmo e placas para a proteção de membros, como schynbalds, cotoveleiras, joelheiras e às vezes vambraços. Versões variantes podem alternar por um gibão de placas com peças de talas ou de chapas lisas.
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Armadura de Placas Simples (-10D)(+40Vg)(-10Ag)
> A Armadura de Placas Simples ou de Placas Leve é o tipo de armadura de considerável grau de acessibilidade entre soldados e veteranos. Existem variadas composições com adições e retiradas na Armadura Intermediária, mas em sua versão mais frequente é composta por um elmo, couraça ou brigandina, manoplas, protetores de coxas, grevas e um espaldar. Apesar disso, existem muitas formas de se construir uma armadura de placas, com versões que estendem a proteção das pernas até o joelho, um par de espaldares e manoplas maiores com proteção até o cotovelo, mas de qualquer forma, elas costumam abrir mão de proteção em certos lugares para favorecer outros, mas ainda são classificadas como Armaduras de Placas Leve. Além disso, dependendo do material que se possa utilizar, uma armadura intermediária pode ser classificada como leve-média ou média-pesada.
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Armadura Parcial (-10D)(+40Vg)(-20Ag)
> -15% Dano por Armas Cortantes
> Com o desenvolvimento e o posterior fim das últimas Cruzadas, a armadura parcial emergiu na sociedade como uma interessante alternativa de combinar malha com peças de armaduras metálicas. Esse conjunto consiste numa armadura de malha reforçada com manoplas fechadas, grevas e placas para as coxas junto de uma frauda de malha protege a região da virilha. Certas versões costumam adotar um par de rebraços com uma das manoplas de couro fervido. Alicionam-se também os Ailletes, placas quadrangulares feitas de metal ou madeira adornadas com símbolos heráldicos, também encontrados em surcotes, que costumam ser vestidos sobre a armadura para expor símbolo de um aristocrata.
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Andalusian Haubergon (-20D)(+45Vg)(-15Ag)
> -20% Dano por Armas de Corte e Esmagamento (Não-Crítico)
> Esta é uma forma de armadura utilizada pela infantaria andalusa dos séculos XII e XIII. Com a evolução das armaduras na Europa Cristã, os árabes andalusos já adaptavam melhores formas de produzir armaduras boas e melhor adaptadas à região onde ocupavam. O resultado consiste num conjunto de uma hauberk de malha com mangas que vão até o pulso em conjunto com luvas de malha vestida por debaixo de uma brunea de grandes escamas com mangas parciais. Um detalhe interessante é que está armadura só protege até a virilha, sem qualquer proteção para as pernas, permitindo ao usuário se deslocar livremente apesar de seu peso. Este tipo de armadura é recorrente em culturas acostumadas à navegação e aportamento, e não é indicada para climas frios. Essa armadura foi frequentemente usada pelos mouros para se movimentarem com facilidade entre montanhas e terrenos desagradáveis, planejando ataques rápidos e com segurança por entre as perigosas passagens montanhosas da península.
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Meia Armadura Élfica (+45Vg)
> Embora seja simplesmente chamada de "armadura" na terra dos elfos, a aparência extremamente similar deste tipo de peça para com os modelos de meias-armaduras das grandes metrópoles humanas rendeu-lhe a atual alcunha, que acabou se tornando a distinção mais habitual para identificar-se o modelo mais comum e padronizado de armadura entre o povo élfico. De fato, quando falamos em comum, dizemos com efeito que qualquer guerreiro daquelas terras, mesmo o mais inexperiente e menos abastado elfo-soldado, tem condições de vestir-se com uma armadura dessa, o que a torna o melhor exemplo de uma "munition grade" deste povo. É claro que o motivo para tal disponibilidade é explicado por diversos fatores, como metalurgia militar mais sofisticada; populações menores e, consequentemente, exércitos menores; rendas e capacidade de consumo mais elevados que a maioria das civilizações humanas; mas, principalmente, a ausência de uma cultura belicosa que exige produções frequentes de armamentos. Sendo assim, os seus guerreiros podem contar com proteções sólidas que, apesar de serem fabricadas "em massa", conservam sempre uma qualidade admirável, por vezes se equiparando às armaduras de placas que no mundo dos humanos seriam consideradas de boa qualidade. Ela consiste numa couraça com elmo, um par de avambraços e pelo menos um único rebraço. O traço mais marcante da moda élfica das armaduras se faz presente neste complexo estilo de construção que faz as tiras de metal se entrelaçarem umas as outras formando o famoso aspecto de folhagens. Ao ser concluída, o aço nu é tingido com as cores apreciadas pelos elfos, que vão dos habituais como tons de verde e marrom até os mais vistosos e refinados banhos de cobre, prata e ouro.
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Jupon Maille Armour

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"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

Spoiler:
 


Última edição por pedrogaiao em 13/6/2016, 14:27, editado 28 vez(es)
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Armaduras Pesadas


Dendra Panóplia (-25D)(+40Vg)(-10Ag)
> Esse estranho modelo de armadura de placas é datado da Era Micênica, ou seja, quando a Grécia entrou na Era do Bronze (1550-1250 a.C). Apesar de ser quase inacreditável, os gregos foram capazes de fundir grandes chapas circulares de bronze e articula-las com dobradiças para o torso, ombros e pescoço, sendo complementadas por um elmo, manoplas e grevas de bronze. Entretanto, esse tipo de armadura é indicado para combate sob um carro de guerra, tendo em vista que as chapas não permitem que seu portador corra ou que marche, além de ser impossível montar num cavalo com ela. Esse tipo de armadura é extremamente raro, geralmente encontrado em cenários de cultura isolada de tecnologia antiga para pessoas de alta estatura social.
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Kolontar (-10D)(+45Vg)(-25Ag)
> -20% Dano por Armas Cortantes e Perfurantes
> Redução de -15% extra por Atqs Armados Não-Críticos
> Uma armadura otomana feita a partir dos avanços metalúrgicos ocidentais no século XV e que representa o nível mais pesado que as oficinas turcas ousaram produzir, destacando-se como uma prima das Plated Mails dos séculos anteriores. Essa armadura consiste em duas peças principais: a primeira consiste em um hauberk de malha reforçado com inúmeras placas ligadas aos anéis de malha, em alguns casos, se obtam por krugs (mirror armour turca) e outra peças maiores para substituir as numerosas placas menores, esse hauberk de plated mail se estende até as coxas ou até os joelhos, de acordo com a versão. Placas segmentadas são postos a parte ou costurados na malha para proteger os braços; a segunda peça consiste em chausses de plated mail e joelheias de placas. As vezes se opta por trocar essas plated mails por chausses comuns com placas segmentadas vestida a parte. Por fim, veste-se um elmo com babeira de malha que protege o rosto e o pescoço, de modelo muito similar aos Catafractários bizantinos. Existem diversas versões e variações de acordo com a propriedade desejada, seja para infantaria pesada ou para cavalaria pesada. Apesar do questionamento do porque se usar de grandfes porções de malha durante o auge da Idade das Placas, sua preferência é justificada pela ventilação que a armadura proporciona.
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Tosei Gusoku (-15D)(+45Vg)(-20Ag)
> A chegada dos portugueses ao Japão em meados do século XVI marcou uma nova fase na guerra nipônica: a introdução de arcabuzes, da malha e da couraça de placas. Isto teve um efeito estrondoso, e os japoneses logo adequaram essa tecnologias a sua cultura, buscando trazer seu tradicionalismo àqueles armamentos. Basicamente, esta armadura consiste em uma couraça de chapa lisa ou de várias bandas de metal. As placas de lamelares ainda são mantidas para a proteção de virilha e coxas na forma de um saio, mas também complementam o elmo e raramente são usada para a proteção do pescoço. Uma fina camada de malha é costurada no tecido que cobre o lado superior do braços e em peças que cobrem a parte dos joelhos e das grevas, em vertas partes a malha é reforçada com tachões piramidais ou retangulares. Em alguns poucos casos, senhores feudais ricos atreviam-se a utilizar de aço laqueado e com relevos em detrimento do simples e bruto ferro gusa.
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Armadura Parcial Reforçada (-15D)(+50Vg)(-20Ag)
> Aprimorada da Armadura Parcial clássica, esta forma de armadura emprega cota de malha e placas na forma de elmo, grevas, manoplas, rebraços e gorjal. Entretanto, adiciona-se um corselete de couro batido sobre a cota de malha que se estende até as coxas, reforçando a proteção e protegendo a malha de danos desnecessários e reforçando a proteção contra golpes de concussão e de perfuração.
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Armadura Segmentada Completa (-20D)(+50Vg)(-20Ag)
> Uma armadura antiga e robusta utilizada por legionários romanos. Resultado da eminente evolução feita para aprimorar a eficiência da Couraça Segmentada, esta peça representou o ápice da metalurgia romana com uma espécie precoce de Idade das Placas. Nesta versão se emprega a clássica Couraça Segmentada com o acompamento de semi-grevas de aço para a proteção de pernas e segmentações que protegem os braços, apesar de custar um pouco de mobilidade com as mãos. A lóriga segmentada foi uma das armaduras mais poderosas de sua época e é considerada como uma antecessora das armaduras de placas que viriam a ser usadas quase 15 séculos depois.
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Armadura Completa de Brúnia (-25D)(+50Vg)(-20Ag)
> -¼ Dano por Armas de Esmagamento e Flechas
> Este é o modelo mais completo uma brúnia já poderia ter existido, cobrindo seu portador com escamas de aço da cabeça aos pés. Em geral, principalmente por causa do desconforto dos movimentos causados pelo couro e as escamas, este tipo de armadura é indicado para uso sob cavalo devido ao seu peso e as complicações de movimento, apesar disso faz bem seu trabalho para proteger seu usuário dos poderosos impactos de uma carga de cavalaria. A armadura completa de brúnia foi muito famosa entre os catafractários bizantinos e persas, recebendo também apelo entre os russos. Pode-se também adicionar manoplas e sabatons de escamas.
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Armadura de Talas (-20D)(+50Vg)(-15Ag)
> No decorrer do século XIV, os ferreiros mergulharam em uma acirrada corrida metalúrgica buscando alternativa imediatas para formar armaduras completas com placas de aço, enquanto somente algumas peças ainda estavam disponíveis. Uma das alternativas foi trazer de volta uma antiga tecnologia de Bizâncio que nunca teve muita popularidade no ocidente: as proteções de talas. Estas proteções consistem em rebitar conjuntos de talas verticais em uma base de couro pouco espesso e flexível. A outra foi aproveitar a já constante evolução das brigandinas e utilizar modelos de couraças de transição para cobrir o torso. No passado essas talas eram usadas para cobrir tornozelos ou coxas, antebraços ou a parte superior dos braços, mas nunca com ambas juntas. Nesta versão, o espaçamento entre as talas é bem mais definido e visível com rebites sobre o próprio couro, o que podia facilitar a adequação da peça em diferentes corpos. A combinação de peças de talas, uma couraça de brigandina e das peças de placas para formar uma armadura inteiriça foi um sucesso. Colocamos nesta categoria os modelos feitos trocam a couraça de brigandina por uma Couraça de Talas e outras de suas variantes.
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Armadura de Malha e Placas (-10D)(+55Vg)(-30Ag)
> -15% Dano por Armas Cortantes (Não-Crítico)
> Esta é a forma mais barata e comum de armadura de placas na Idade Média, com versões produzidas ainda na segunda metade do século XIV. Em vez de tentar articular as juntas e cobrir todo o corpo com placas, porções desta armadura são simplesmente protegidas com malha, escamas ou raramente, brigandina. Ao fim do século XIV, a armadura completa de malha havia sido extinta entre os cavaleiros e os nobres em favor de uma vestimenta que utilizasse a malha apenas como uma forma de cobrir aberturas. O resultado foi a união de grevas, manoplas, espaldares estendidos e protetores de coxas por cima de uma forte matriz de malha metálica. Seu principal inconveniente era o peso unido da malha e das placas sob os ombros que se marcava durante longas marchas ou corridas. Mesmo na idade da armadura de placas completa, a simples armadura de malha e placas ainda era comum entre os cavaleiros mais pobres e mercenários profissionais, embora buscassem optar por versões com mais peças. São raras as matrizes de brigandina para este tipo de armadura, porque a rigidez da brigandina a torna uma escolha nada popular tanto entre ferreiros quanto entre guerreiros.
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Armadura Três-Quartos (-5D)(+55Vg)(-15Ag)
> Conforme os mercenários suíços cresciam em fama e riqueza nas últimas décadas do século XV, muitos veteranos dentre estes começaram a perceber como poderia ser mais rentável para se equipar caso se começasse a descartar as partes "menos importantes" das armaduras, como sabatons, grevas, peças de malha vestidas por debaixo das armaduras etc. A ideia era deixar a maioria dos ferreiros focados com o mais essencial mantendo uma espécie de padrão, aumentando assim a produção de armaduras. O resultado foi surpreendente: além de ter se tornado a meia-armadura principal da vanguarda suíça e lansquenê, até o início do século XVI seria popularizada por quase toda a infantaria e até da cavalaria européia. É claro, soldados e nobres com melhores condições financeiras optariam por versões mais completas, mantendo sempre os mesmos princípios.
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Plate-and-Brigandine Mail Armor (+60Vg)

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Grivpanvar (-20D)(+55Vg)(-20Ag)
> -15% Dano contra Armas Cortantes (Não-Crítico)
> Este conjunto de armadura foi usado pelos Clibanarii, unidades montadas pesadas usadas pelos Persas Sassânidas, Bizantinos e pelo Império de Palmira. Do grego essa armadura é chamada de Cataphract, que significa "totalmente blindado", por cobrir seu usuário da cabeça aos pés com talas, malha e lamelas. Consiste numa hauberk (cota de malha) que estende até os pulsos acompanhada por talas ou manicas segmentadas que cobrem as pernas e os antebraço até sangria dos braços. Uma couraça lamelar com mangas de lamelar invertido são vestidas por cima disto. Esse tipo de armadura costuma acompanhar um elmo de aço com malha de ferro. Esse tipo de armadura era usado tanto pela cavalaria pesada como pela infantaria, em especial pela Guarda Varangiana, apesar desta utilizar versões mais adequadas para locomoção trocando as segmentações pelas talas. A Grivpanvar esteve no apogeu das armaduras pré-pólvora, apesar de ser pesada e bastante cara devido aos materiais utilizados, reduzindo seu uso a guerreiros nobres e de grande condição financeira.
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Klimakotakra (-20D)(+60Vg)(-30Ag)
> Essa gloriosa armadura do Império Romano Tardio recebe destaque durante os séculos IV e V, e apesar de não ser tão conhecida pelo público leigo, foi uma das armaduras mais poderosas e grandiosas de seu tempo. Ela consiste em uma couraça de escamas de brunea ou de lamelas que se estende até as coxas acompanhada de uma série de bandas verticais que cobrem os braços e as pernas aprimoradas das manicas segmentadas. As aberturas da armadura são cobertas com cota de malha e tiras de couro que marcam seu aspecto clássico. Esta armadura foi mantida pelo Império Romano Oriental antes do período em que o império entrou em decadência ao ponto que a maior parte da infantaria foi destituida de armaduras sólidas (precede o ressurgimento dos novos Catafractários).
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Armadura de Placas de Batalha (-10D)(+60Vg)(-20Ag)
> As técnicas dos armeiros atingiram seu ápice durante a Renascença, quando trajes completos de armadura de placas articuladas se tornaram comuns. A armadura de placas de batalha dispensa a matriz de malha para poupar peso. Em vez disso, um traje acolchoado leve é usado embaixo das placas. Essas placas são moldadas, encaixadas e fixadas com faixas, distribuindo bem o peso pelo corpo. De fato, a armadura de batalha prejudica menos os movimentos do que a cota de talas apesar desta ser mais leve, e um cavaleiro treinado pode deitar-se, levantar-se, correr ou subir numa sela sem grandes problemas. A principal diferença entre uma dessas e a dita armadura branca, ou completa, é que esta aqui tem construção mais leve, sem malha e com o descarte de uma ou duas peças em lugares que não fazem tanta diferença.
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Catafracta (-15D)(+65Vg)(-30Ag)
> -20% Dano por Armas de Corte, Esmagamento e Flechas
> Do grego, o "forno de acampamento", etse era o nome dado às armaduras e aos soldados que portavam estas pesadas armaduras sob o lombo de cavalos igualmente blindados, os chamados de Catafractários (Catapharact) ou Cliibanari. Esta armadura, que na verdade compõe um complexo conjunto, só era vista na cavalaria devido ao seu peso e movimento debilitado que impedia o portador de correr (peso por volta de 45-50 kg), apesar disso, sua construção era feita de forma que não prejudicasse o desempenho de seu cavaleiro. Descrito pelos manuais de guerra, sua composição começa com um traje acolchoado com mangas (peristhethidion) onde de costura uma camisa de malha que se estende até os joelhos, acompanhadas de um longos pares de grevas e manoplas de talas. Veste-se uma armadura de lamelar que se estende além dos tornozelos e possui mangas, por fim adiciona-se um traje acolchoado sem mangas (epilorikion) e uma brestbelt bizantina para aliviar o grande fardo da armadura. O conjunto acompanha um elmo coberto com duas camadas de malhas.
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Armadura de Placas Completa (-10D)(+65Vg)(-25Ag)
> Seja em aparência ou proteção, esta armadura tornou a melhor e a mais preferida armadura de qualquer homem-de-armas com dinheiro suficiente para comprá-la. Seus modelos mais clássicos, reconhecidos como "armaduras brancas" - em referências às chapas nuas que refletiam a luz - surgiram por volta de 1410-1415, marcando uma mudança drástica na forma de se combater, já que elas eram virtualmente invencíveis a maioria das armas da época; com exceção, é claro, de golpes de impacto e fortíssimas estocadas que, apesar de passarem pelas placas, ainda teriam de lidar com uma camada de malha e acolchoamentos. Tal defesa foi responsável por tornar ainda mais comum a tomada de fidalgos rendidos, já que era muito mais fácil imobilizar ou render um homem-de-armas em tal armadura do que propriamente matá-lo no calor da batalha. O segredo para sua resiliência consiste em um processo de várias fases: o martelar constante das placas para endurecer os cristais metálicos das mesmas; o aquecimento e têmpera feito duas vezes; o encaixe das peças, depois de prontas, com a finalidade de explorar angulações, reduzindo a possibilidade de danos e amassados, o que permitia que até armas de fogo pudessem ser repelidas, desde de que não atingissem seu alvo em cheio ou a queima roupa. Para a proteção das aberturas, cobre-se o torso com uma hauberk de mangas longas, podendo haver fraudas de malhas ou outras peças do mesmo tipo de armadura para a proteção das ditas aberturas (axilas, parte inferior dos braços, virilha e até as coxas traseira, costumando pesar cerca de 27kg). Posteriormente, o hauberk será substituído por uma "arming doublet", que substituiria as camadas de acolchoamentos e malha para a proteção das falhas; embora nesta fase já não houvesse redução de peso significativa, já que haviam surgido uma maior variedade de peças, com as antigas sendo até mais resistentes. Consideraremos nesta categoria os modelos de globóide que haviam surgido na década de 1380, como a armadura de Churburg e as corrazinas; consequentemente, também consideramos as de brigandina.
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Full Brigandine Plackart Armour (-10D)(+70Vg)(-25Ag)
> Em algum momento do século XV, alguns certos nobres e cavaleiros de alta classe, ao invés de aderirem diretamente a moda de armaduras de placas completas, optaram por combinar a armadura inteiriça de brigandina com peças que estavam em alta no período, como plackarts (peça que cobre a parte inferior de uma couraça), gorjais, fauds, rebraços e até mesmo besagues (protetores de axila). A couraça de brigandina deixa o torso com certa flexibilidade ao passo de que a maior parte das placas não prejudica muito os movimentos.
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Jousting Platearmor (-20Ag)(+70Vg)(-35Ag)
> Ao final do século XV e principalmente durante o século XVI, inúmeras formas, peças e aplicações de armaduras vão surgir na sociedade renascentista, tornando sua peça uma vestimenta digna de príncipes e dos mais abastados senhores da Alta Nobreza, com destaque para as oficinas de Greenwich e todas as inovações que serão aplicadas na metalurgia, como os lames; placas horizontais seccionadas e rebitadas, formando peças flexíveis e admiráveis, que permitiam a entrada de ventilação por meio de suas peças. Nesse momento, desenhos, esmaltes coloridos e superfícies talhadas e outros adornos vão ser cada vez mais comuns e iram atribuir um forte valor cerimonial a suas peças, pois nenhum rei ou príncipe poderia ser retratado sem sua respectiva armadura. A Armadura de Justa ou de Cavalaria Pesada, por assim chamar, recebeu esse nome porque muitas das armaduras de placas utilizadas nesse esporte passaram por um aumento significativo no peso e na espessura, tornando seu portador praticamente incapaz de correr, rolar ou muito menos ser capaz de se levantar do chão, o que limitava seu uso para combate à cavalo, em detrimento das peças de malha agora descartadas. Aplicaremos a essa categoria todas as armaduras de placas caracterizadas por serem pesadas e espessas, utilizadas sob o lombo de um cavalo e que dispensa a matriz de malha vestida por baixo (mesmo assim ainda era pesada).
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Armaduras de Outras Culturas


Armadura de Couro Laminado (-5D)(+15Vg)(-5Ag)
> Muito semelhante em aspecto e construção com a Armadura Laminar, esta forma de armadura é um conjunto de bandas de couro fervido perfilados em formatos circulares e sobrepostos para formar um traje com mangas. A armadura é aberta pela frente graças a um sistema de travas para cada banda. Em geral esse tipo de armadura costuma ser laqueado, pintado ou tingido com cores vibrantes. Historicamente, esse tipo de armadura foi usado pelos guerreiros do Oriente Médio e da Ásia Central, apesar de também existirem versões muito famosas no Oriente Distante que poderiam utilizar chifre ou bambu.
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Kusari Katabira (+20Vg)(-5Ag)
> -20% Dano por Armas Cortantes de Baixa Margem (4-5)
> Malha japonesa que muito mais se assemelha a uma Lóriga Hamata do que sua prima medieval, para ser justo. Mesmo utilizando uma armadura que foi tão icônica no Ocidente, os japoneses conseguiram trazer parte de seu tradicionalismo para essas armaduras. A Kusari consiste em uma cota de malha leve costurada sob uma base de tecido ou couro que forma uma camisa de mangas longas que se estende até as coxas e virilha e acompanha um gorro e uma espécie de proteção de malha para a boca. Placas retangulares de ferro laqueado são costuradas entre a malha e a base na parte das coxas e da virilha para reforçar a proteção metálica, que era uma das preferidas entre samurais de condição média. Apesar disso, os ferreiros fazem de tudo para economizar o máximo de ferro possível durante a sua criação, dando a veste um aspecto semi-transparente, o que a torna ainda mais discreta quando, por hábito, costuma se costurar a malha entre duas camadas de tecido.
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Armaduras Mágicas e Obras-Primas


Peitoral de Lamelar Escamado (+20Vg)(-5Ag)
> -20% Dano por Atqs Armados (Não-Crítico)
> Este exótico e raro modelo que confunde-se na própria construção é um exemplo da criatividade e ousadia das oficinas bizantinas durante as inovações na forma de se fazer armaduras. Datando do século XI, este tipo de armadura é composto por uma espécie de placa de peito com mangas formada por grandes lamelas invertidas usando a técnica de rebite e costura e era intencionado para oficiais seniores. Entretanto, essa armadur não utiliza da disposição de placas em linha, na verdade as lamelas sobrepõe umas as outras, sendo que cada lamela tem sua parte interna e suas arestas cobertas em couro, anulando assim o indesejado efeito tesoura. Exemplos dessa armadura são encontrados em miniaturas do Manuscrito de Skylitzes ("Madrid Skylitzes") que mostra Geoge Maniakes e Stepahn após as batalhas na Sicília.
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Clivanium Mirror Armour (-5D)(+35Vg)(-10Ag)
> -15% Dano por Armas Cortantes e Perfurantes
> Redução de -10% extra por Atqs Armados de Média Margem (3-5)
> Um raro e curioso modelo de couraça espelho criado pelos bizantinos nos séculos XII e XIII. A clivanium é uma espécie de Mirror Armor composta pelo ajustamento e sobreposição de lamelas de aço utilizando a inovação de rebitação e amarração em disposição de espiral. Estas lamelas formam uma sequência circular amarradas e pregadas sob um centro metálico sólido. As demais placas formam alças para ombros e uma manga direita, enquanto a manga esquerda é formada por escamas de couro fervido e às vezes, um saio de escamas de couro fervido. Em especial, este é um modelos que mais aplica da técnica de deflecção em virtude da angulação e geometria, e do metal constantemente martelado, tornando a armadura um ápice nas técnicas de proteção se só viriam a ser usadas pelos ocidentais entre os séculos XV e XVI.
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Lóriga Plumata (-10D)(+40Vg)(-20Ag)
> -20% Dano por Ataques Armados Não-Críticos
> Devido ao complicado trabalho que exigia uma mão-de-obra altamente qualificada e de manutenção especial, ela tinha uso reservado para altos líderes militares e somente a sua presença era capaz de causar um grande impacto moral entre os soldados mais baixos. Apesar do nome ser anacrônico, a Lorica Plumata consiste em atar escamas da forma de penas de pássaro em uma lorica hamata. A armadura forma uma camisa, cobrindo o tronco e parte dos braços com suas mangas.
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Pembroke Armour (-10D)(+45Vg)(-10Ag)
> Estilo único de armadura de placas representa a tecnologia e criatividade dos ferreiros da Royal Armoury Workshops em Greenwich, durante meados do século XVI na Dinastia Tudor. Esta armadura consiste numa peça de placas de aço segmentados e rebitados que protegem do pescoço ao fim das coxas. As segmentações são anguladas e laminas para serem habilmente fixadas nesta armadura, formando uma armadura que atrai aos olhos de todos. Este tipo de armadura seria frequente em cortes, palácios e afins por nobres e gente da alta sociedade que procura juntar autoridade e elegência na forma de uma armadura que poderia ser usada em ambiente civil. Esta armadura é tratada como intermediária
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Klivanion (-10D)(+55Vg)(-25Ag)
> -¼ Dano por Armas Cortantes
> -20% Dano por Armas Perfurantes e Projéteis
> -15% Dano por Armas Esmagadoras
> Sob as mãos dos bizantinos, a aplicação de estruturas lamelares durante os séculos X e XI atingiu o seu ápice e retorno absoluto como inovação de uma peça antiga. Klivanion, ou Klibanion é o nome grego dado a uma couraça de lamelar constituída com as técnicas de rebitação e costuragem em uma base de couro e a sua disposição em linear nesta. A armadura forma uma cota com mangas e saio feitos de lamelar invertido para melhor proteção para essas áreas. Grevas e manoplas de talas protegem os membros e o conjunto é finalmente acompanhado por um elmo. Entretanto, apesar da construção muito parecida com outros modelos identicos, as lamelares bizantinas eram marteladas e forjadas para promover deflecção ao invés de bater e causar um impacto direto, isso garantia maior durabilidade da armadura e uma proteção consideravelmente superior a outros tipos de proteção da época. Relatos contam que o Imperador Aleixo deixava que as lanças dos inimigos o acertasse para ostentar a sua qualidade. Para todos os efeitos consideramos a Klivanion como uma armadura pesada.
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Armadura de Placas Gótica (-20D)(+70Vg)(-25Ag)
> -15% Dano por Atqs Armados (Não-Crítico)
> -¼ Dano por Projéteis (Não-Crítico)
> Redução de -10% extra por Atqs Armados de Baixa Margem (4-6)
> Ao final do século XV e até meados do século XVI, modelos particularmente exóticos e vistosos de armaduras de placas eram forjados na França e posteriormente (e principalmente) na Alemanha. Exaltados por sulcos, relevos e padrões artísticos sob uma chapa de aço, chapa essa que era martelada incessantemente até para formar uma blindagem mais rígida em uma placa de espessura semelhante ás versões comuns, isto não dava apenas um apelo artístico a essas peças como também funcional, facilitando a deflecção de golpes de armas e projéteis diversos que tornavam seu portador digno de cantos. Em geral, os modelos mais antigos costumam admitir um hauberk de malha para proteção enquanto os modelos posteriores usam menos peças de malhas graças ao desenvolvimento das peças de placas. Entretanto, seus modelos eram mais restritos a cavaleiros ricos e/ou ligados a corte real, com suas versões mais imponentes vistas em séquitos de reis e seus cavaleiros lendários. Incluímos também nesta categoria a moda de Armaduras Maximilianas popularizadas no século XVI.
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Dwarven Platemail (-25D)(+80Vg)(-25Ag)
> Mestres na metalurgia, os anões são fascinados por armaduras pesadas. Essa uma das principais obras-primas de sua raça, capaz de resistir aos mais poderosos embates devido à uma liga metálica facilmente confundível com uma mistura de ouro, latão e bronze polido. Apesar dessa liga só ser conhecida por ferreiros anões, sua armadura é composta por uma armadura de placas reforçada por uma matriz de brúnia de mesmo material. e é uma das poucas armaduras conhecidas a oferecer uma excelente proteção mesmo contra martelo e todo o tipo de armas esmagadoras e até aos impactos de magia hostil.
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Couraça de Aço Negro (-5D)(+60Vg)(-25Ag)
> Raro e misterioso, a maioria das peças de aço negro são encontradas na forma de couraças. Utilizando de técnicas desconhecidas para ferreiros mundanos, a couraça é uma tecnologia detida por poucos. Seu valor chega a ser tão exorbitante que com ela é possível comprar um castelo. Tratamos a Couraça de Aço Negro como uma armadura intermediaria
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Dragonscale Armor (-10D)(+65Vg)(-10Ag)
> -¼ Dano por Fogo
> Uma armadura leve feita a partir de couro de dragão, de tal forma, essa armadura se apresenta numa forma rígida e capaz de possuir uma alta resistência contra fogo mundano. A cor e os padrões do couro variam de acordo com o tipo de dragão usado.
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Dragonplate Armor (-30D)(+75Vg)(-30Ag)
> -20% por Ataques Armados Não-Críticos
> -¼ Dano por Fogo
> Uma armadura de "placas" feita a partir da junção de rígidos ossos de dragão.
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Gibão de Peles do Fenrir (-10D)(+25Vg)(-5Ag)
> Diário: Todos os inimigos fazem um Teste de Vontade contra o Medo,
se falharem, sofrem penalidade de +1ER durante dois turnos
> Atqs Críticos contra esses oponentes causam +50% de dano
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Nightwalker (-5D)(+30Vg)(-5Ag)
> Essa imponente e exótica armadura de couro negro fervido é riquissimamente trabalhada por hábeis artesãos drows, dando um ar escamada característico na sua confeccção que pode chegar a até uma década e meia para ser produzido.
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Variações de Equipamento:

Manopla Travada
> +10 no d20 contra Desarmamentos
> Crítico Natural com +10% de Dano
> Atqs de Desarmar abaixo de 8 no 1d20
permitem Atqs de Oportunidade em retaliação
> Uma manopla articulada com tiras e fivelas de couro ou mesmo anéis de cota de malha, firmando uma única mão do seu personagem nessa arma, isso evita efeitos indesejáveis como desarmes. Entretanto, essas mesmas travas também dificultam o seu manuseio, o que faz que se gaste pelo menos um turno para colocar ou desarmar uma arma daquela mão. Qualquer oponente a 3 metros de você pode realizar um ataque de oportunidade; inimigos em até 9 metros, se possuírem mais agilidade que você, podem também realizar um ataque de oportunidade.
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Cinta de Peito
> -25-50% da penalidade na Agilidade
> -10-25% da penalidade na Destreza
> +50 PP
> Pode diminuir em até uma sub-categoria da armadura (Ex.: Cota de Malha; Leve-Média -> Leve)
> Em comparação a outros tipos de armaduras, especialmente a de placas, a cota de malha não permite que o peso seja distribuido pelo corpo, cobrando dos ombros toda a força necessária, o que a torna bem desconfortável de se usar por longos períodos. Por causa disso, a maioria dos guerreiros costuma utilizar sempre um cinto bem justo à cintura, aliviando um pouco o sofrimento dos ombros em 25-30%. Entretanto, com os bizantinos, brest belts eram praticamente um equipamento padrão em qualquer soldado que resolvesse se aventurar em vestir malha. Essas cintas justas tem duas alças nos ombros e são ligadas por um cinto que forma uma circunferência ao redor do peito. Graças a isso, um guerreiro se sente profundamente aliviado pela maior parte do peso ser mantida pelas alças e pelo cinto propriamente dito. Este tipo de equipamento não dispendioso em culturas inspiradas nos bizantinos, mas são incomuns, se não raridade entre outros povos, o que faz seu preço ser mais caro. A circunferência também pode ser usada como uma bainha para armas, mas isso tira um pouco da retirada de peso da malha, nesse caso o benefício da brest belt é reduzido de acordo com o mestre.

_________________
"Há três coisas que todo homem sábio deve temer: o mar em uma tempestade, uma noite sem lua e a ira de um homem gentil"

"A knight in shining armor is a man who has never had his metal truly tested. For your armor after battle tells the story of who you truly are"

"O que é a honra comparado ao amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém-nascido nos braços ... ou a memoria do sorriso de um irmão? Um covarde pode ser tão bravo como qualquer homem quando não a nada a temer. E todos cumprimos nosso dever quando não há um preço. Como parece fácil então seguir o caminho da honra. Mas, cedo ou tarde na vida de todos os homens ... chega um dia em que não é fácil, um dia em que ele tem de escolher ... "

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